Primeiros cultos na casa de Márcia e Valcimar Campos (Foto: Arquivo pessoal)

Genipaúba é uma vila ribeirinha tranquila, localizada em Santa Bárbara do Pará. Ali, um grupo de adventistas começou uma jornada marcada por desafios e fé.

Inicialmente, os cultos aconteciam em um espaço alugado. Porém, o local deixou de estar disponível. Então, a comunidade encontrou acolhimento na casa de Márcia Campos.

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A frente da residência passou a receber cultos e estudos bíblicos. Entretanto, o espaço logo ficou pequeno para o número de participantes.

“Primeiramente porque nós estávamos em um local alugado. Depois, nós fomos para a frente da minha casa, que é bem pequenininha. E aí a gente precisou ter um local maior para se congregar”, explica Márcia.

Assim, a falta de espaço revelou uma nova oportunidade: construir um local para ampliar a missão.

Uma Comunidade construiu junta

Galpão ainda em construção (Foto: Arquivo pessoal)

O sonho ganhou força com a mobilização de pessoas dentro e fora da comunidade. Além disso, membros participaram diretamente de cada etapa da construção.

Márcia conta que Vanda Matos ajudou a mobilizar recursos para o projeto. “Ela começou toda a mobilização, pedindo para os nossos queridos irmãos, dentro do Brasil e fora do Brasil, para patrocinar esse momento”, relata.

Enquanto os recursos chegavam, os moradores colocavam a mão na massa. Madeira foi retirada, doada e preparada para a construção.

“De sol a sol, meu pai, Raimundo Nonato, o irmão Raicleis e meu esposo Walcimar estavam aqui construindo manualmente essa igreja”, afirma Márcia.

Marcelo Matos, responsável pela classe bíblica, também participou da mobilização. “Os próprios irmãos botaram a mão na massa e construíram esse galpão”, destaca.

Desse modo, o espaço nasceu da união entre oração, generosidade e trabalho.

O galpão virou um ponto de esperança Comunidade participando do culto e atividades bíblicas (Foto: Arquivo pessoal)

Com a construção concluída, a comunidade ganhou mais conforto para cultuar. Antes, o ambiente era pequeno e quente. Agora, o galpão oferece ventilação e espaço para receber mais pessoas.

Atualmente, mais de 14 participantes frequentam as atividades. O grupo realiza cultos aos sábados, domingos e quartas-feiras.

Além disso, mantém um pequeno grupo às sextas-feiras. Porém, o maior resultado não está na estrutura. Está nas vidas alcançadas.

O espaço já registra seis batismos, frutos do trabalho evangelístico desenvolvido na comunidade. “Foi uma colheita do primeiro evangelismo que ocorreu o ano passado aqui”, explica Márcia.

Segundo ela, algumas pessoas voltaram para ouvir a Palavra. Depois, decidiram entregar a vida a Jesus.

Marcelo também considera os batismos apenas o começo. “É só um início, um pontapé inicial num projeto muito mais ambicioso para a honra e glória de Deus.”

Quem construiu também foi transformado Candidatos a batismo durante voto batismal (Foto: arquivo pessoal)

Antônio Valcimar Campos Pinto cedeu a casa para os primeiros encontros. Depois, participou ativamente da construção do galpão.

Para ele, acompanhar a obra trouxe uma alegria especial. “Foi uma maravilha, graças a Deus. Foi uma imensa felicidade e alegria que eu tenho no meu coração”, conta.

Valcimar também experimentou uma transformação pessoal. Após o batismo, passou a caminhar na fé com a esposa e a filha. “Mudou muita coisa na minha vida, principalmente depois do meu batismo”, afirma.

Josinaldo Mato Soares também faz parte dessa história. Ele conheceu a mensagem adventista por meio de um retiro espiritual.

Depois, continuou acompanhando os estudos bíblicos. Finalmente, decidiu entregar a vida a Jesus. “Me tocou o coração e eu aceitei o batismo”, relata.

Para Vanda Matos, acompanhar a construção foi emocionante. “Parecia que era a igreja mais bonita do mundo que estava sendo construída”, lembra.

Ela destaca que Deus pode transformar projetos simples em grandes oportunidades. “É muito bom você fazer parte de uma coisa simples, mas que Deus agrega muito valor no seu coração.”

Seis batismos são apenas o começo Cerimônia batismal no novo galpão (Foto: Arquivo pessoal)

O galpão resolveu uma necessidade imediata. Entretanto, a comunidade já trabalha com novos objetivos.

O grupo deseja alcançar mais moradores, oferecer projetos sociais e ampliar o trabalho evangelístico. “É pegar o evangelho para essas pessoas, trazer mais pessoas para a casa do nosso Senhor Jesus e trazer projetos sociais também para a nossa comunidade”, afirma Márcia.

Além disso, existe o sonho de construir uma igreja definitiva. Atualmente, o galpão funciona em um espaço cedido provisoriamente. “Nosso projeto é termos nosso terreno, nossa igreja, em nome de Jesus”, acrescenta.

Marcelo resume o propósito que sustenta todo o projeto: “Vale todo o trabalho que nós fazemos no sentido de salvar pessoas, de tirar elas da perdição. Sempre vale a pena, independente do sacrifício que seja feito.”

Em Genipaúba, a falta de espaço não interrompeu a missão. Pelo contrário, abriu novas possibilidades.

Assim, um pequeno espaço deu lugar a um grande propósito. E seis batismos mostram que Deus já está fazendo história nessa comunidade.

FONTE/CRÉDITOS: Bia Monte