Intenso bombardeio russo com mais de 1.500 drones mata 8 pessoas em Kiev, na Ucrânia

Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde o início da guerra
A Rússia bombardeou a capital da Ucrânia, Kiev, intensamente com centenas de drones e dezenas de mísseis na madrugada desta quinta-feira (14). O ataque deixou pelo menos oito mortos e frustrou ainda mais as esperanças de pôr fim à guerra.
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Jornalistas da AFP na capital ouviram sirenes de ataque aéreo antes de várias horas de fortes explosões obrigarem os moradores a se refugiarem em estações de metrô.
A Rússia lançou mais de 1.500 drones contra a Ucrânia nas últimas 36 horas, informou a Força Aérea Ucraniana. Apenas durante a madrugada, foram 675 drones de ataque e 56 mísseis, principalmente contra Kiev.
"Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro", disse Andrii, um morador de Kiev ainda de pijama e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou.
Uma vizinha abraça uma mulher que chora no local de um ataque com míssil russo contra um prédio residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis.
"Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque", disse o presidente.
Ao amanhecer, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos dos mortos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.
Vários aliados da Ucrânia condenaram o ataque. "A Rússia está zombando abertamente" dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Novo revés para esforços de paz
Vista do interior de um apartamento danificado após um ataque de míssil russo em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
A ofensiva representa mais um revés para as tentativas de pôr fim ao conflito, depois que o presidente americano, Donald Trump, renovou as esperanças de paz ao intermediar um cessar-fogo de três dias entre os dois países na semana passada.
Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, havia sugerido no fim de semana que a guerra poderia terminar em breve.
O cessar-fogo, que começou coincidindo com as comemorações em Moscou da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, foi marcado por acusações de violações de ambos os lados.
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia lançaram ataques com drones de longo alcance imediatamente após o término do cessar-fogo.
O Kremlin minimiza a ideia de que os comentários vagos de Putin no sábado (9) sobre um possível fim da guerra signifiquem uma mudança na posição de Moscou.
Na quarta-feira (13), a Rússia reiterou sua exigência de que a Ucrânia se retire completamente da região leste do Donbass antes que um cessar-fogo e negociações de paz em larga escala possam ocorrer. Kiev rejeita a exigência, considerando-a equivalente a uma rendição.
Um funcionário da presidência ucraniana disse à AFP que a escala dos ataques desta quinta-feira foi tão grande devido à trégua anterior e relacionou o momento da ofensiva ao encontro entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
Equipes de resgate removem os escombros de uma casa gravemente danificada após um ataque russo a um bairro residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Evgeniy Maloletka
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