Cuba responde oferta de US$ 100 milhões dos EUA dizendo que seria 'mais fácil' suspender o bloqueio

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026
REUTERS/Norlys Perez
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha, após a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
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Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14), que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares (R$ 491 milhões, na cotação atual), oferecida pelos Estados Unidos sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
"Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
Os Estados Unidos afirmam que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
"É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.




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