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Canoas RS,14/05/2026

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Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia

g1.globo.com
Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia


Foto de Arquivo: o então chefe da Patrulha da Fronteira, Michael Banks, fala com repórteres durante a visita do secretário de Defesa, Pete Hegseth, à fronteira entre os EUA e o México em Sunland Park, Novo México, em 3 de fevereiro de 2025.
AP Photo/Andres Leighton
O chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, Michael Banks, renunciou de forma repentina nesta quinta-feira (14), informou um porta-voz da agência, ampliando a rotatividade entre os principais funcionários de imigração do governo Trump nos últimos meses.
Banks era aliado da ex-secretária de Segurança Interna Kristi Noem, que foi demitida por Trump em março, disse um ex-funcionário da patrulha de fronteira sob condição de anonimato.
Banks, principal autoridade da agência encarregada de proteger as fronteiras dos Estados Unidos, foi nomeado para o cargo pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025. Ele trabalhou na patrulha de fronteira por duas décadas antes de deixar a agência em 2023 e se tornar o “czar da fronteira” do estado do Texas, governado pelos republicanos.
Em meio à queda no apoio público à estratégia de imigração de Trump, a saída de Banks ocorre após o anúncio da saída planejada do diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), Todd Lyons, no fim do mês, da aposentadoria do controverso agente da patrulha de fronteira Gregory Bovino em março, e da ampliação da autoridade do “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, sobre as operações de fiscalização.
Nesta semana, o governo anunciou que David Venturella, ex-funcionário da imigração que também trabalhou para a empresa privada de prisões GEO Group, substituirá Lyons.
Trump venceu a reeleição prometendo endurecer o combate às travessias ilegais na fronteira após milhões de pessoas entrarem ilegalmente no país durante o governo de seu antecessor democrata, Joe Biden. Cerca de 86 mil migrantes foram detidos na fronteira durante o primeiro ano de Trump no cargo, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, abaixo dos 956 mil registrados um ano antes, mostram dados do governo dos EUA.
Em comunicado, o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, Rodney Scott, agradeceu a Banks por seu serviço “durante um dos períodos mais desafiadores para a segurança de fronteira”.
“Durante seu período como chefe, a fronteira foi transformada do caos para a fronteira mais segura já registrada”, afirmou Scott, que chefia a agência-mãe da Patrulha de Fronteira.
Durante a gestão de Banks, o governo Trump deslocou agentes da Patrulha de Fronteira para grandes cidades americanas, onde usaram táticas agressivas para deter pessoas suspeitas de violações imigratórias e entraram em confronto com moradores.
Banks manteve perfil discreto durante as controversas operações em nível municipal. Bovino liderou de forma mais ostensiva grupos de agentes em cidades governadas por democratas, incluindo Los Angeles, Chicago e Minneapolis.
Em sua mensagem de despedida aos agentes, Banks disse que será “para sempre o maior defensor” de sua agência.




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