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Ceca de 80 líderes de departamentos e administradores da Igreja no Noroeste participam de concílio de planejamento para 2027. Foto: Ângelo Carvalho
Uma pesquisa realizada com 45 pastores de igrejas e 38 pastores, líderes de departamentos, da Igreja Adventista na região Noroeste do Brasil (UNoB), revelou pontos de atenção e estratégias que estão funcionando e contribuindo para a pregação do evangelho na região.
A pesquisa teve o objetivo de avaliar como o planejamento estratégico tem interferido no trabalho dos pastores nas igrejas locais. O resultado foi apresentado durante o Concílio de Administradores e Departamentais da Igreja nos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia (CADE), que está acontecendo em Manaus, entre os dias 17 e 21 de agosto.
Com as conclusões obtidas no estudo, foi possível discutir e redirecionar durante o evento, o papel do pastor departamental, de acordo com as quatro prioridades da Igreja Adventista na América do Sul: Identidade, Liderança, Novas Gerações e Discipulado.
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O departamental como mentor
O pastor Jomarson Dias, é atualmente o Secretário Executivo na Igreja Adventista no Norte do Maranhão. Como orador do evento, ele usou as principais “fraquezas” detectadas na pesquisa, para ajudar os presentes a enxergarem as melhores soluções. “Nós tínhamos um modelo de trabalho voltado para a ‘tarefa’. Agora, com o novo planejamento estratégico da Divisão Sul-Americana, que nos leva a pensar em quatro prioridades, nosso planejamento não deve mais partir da tarefa (programas, eventos ações), mas sim da visão e dos valores da instituição. Isso vai trazer uma nova perspectiva de atuação para o departamental”, explica.
O pastor Jomarson Dias, foi o principal orador do evento e trouxe aos participantes uma nova visão sobre o papel do departamental. Foto: Ângelo Carvalho
Jomarson reforça ainda que a pergunta que deve ser feita pelo departamental ao pastor de igreja, não deve ser: “O que eu vou exigir que o pastor aplique no seu distrito?” A pergunta agora é: “Pastor, o que você está precisando? De que maneira o meu departamento pode contribuir para as necessidades do seu distrito?”.
Dessa forma, o departamental deixa de ser um promotor de ideias e eventos, para se tornar um mentor, que auxilia os distritos de acordo com a sua especialização e com a necessidade de cada igreja.
Dados que chamam atenção
Dentre os dados coletados na pesquisa, alguns números positivos chamam atenção:
- 88,9% dos pastores distritais avaliam sua compreensão do Planejamento Estratégico como alta ou muito alta.
- 91,1% afirmam que o planejamento influencia sempre ou frequentemente as decisões do distrito.
- 71,1% consideram os programas bem ou totalmente alinhados à realidade local.
- 68,9% dos distritos afirmam estar nas etapas de execução ou consolidação do planejamento (dentro desse grupo, 62,2% estão em execução e 6,7% em consolidação).
Esses dados mostram que o planejamento está sendo executado e tem influenciado positivamente para o crescimento das igrejas. Contudo, foi observado um ponto de alerta: 60% dos distritais destacam o excesso de programas e eventos como principal obstáculo para a execução da estratégia estabelecida pela igreja e 37,8% consideram a simplificação do calendário o apoio mais útil que os campos poderiam oferecer.
Com base nisso, durante o CADE, foi proposto um novo fluxo de trabalho que sugere que o ponto de partida do planejamento não seja mais a tarefa, mas a direção estabelecida pela visão e missão da igreja. O fluxo deve seguir essa ordem: 1. Valores 2. Prioridades 3. Diagnóstico 4. Necessidades 5. Intervenção. Para metrificar se o processo está funcionando, deve-se observar o crescimento da igreja em direção às quatro prioridades.
Na nova proposta, o distrito deixa de ser um local onde são depositadas tarefas para serem executadas, e passa ser uma realidade a ser compreendida. Antes da execução de tarefas é preciso fazer um diagnóstico da igreja. “O departamental ouve antes de propor, pergunta antes de prescrever e acompanha após implementar”, enfatizou o orador.
Colocando em prática
Durante o evento, os líderes se dividiram primeiramente por região e depois por área de atuação, para planejar as ações do próximo ano, com base no novo conceito. As estratégias de mudança também foram aplicadas por meio de um jogo, que trabalhou de forma lúdica os conhecimentos adquiridos na teoria.
Tabuleiro gigante foi usado para a execução de um jogo que abordou de forma lúdica o aprendizado do evento. Foto: Ângelo Carvalho
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