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A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e clubes do Rio Grande do Sul se manifestaram nesta sexta-feira (18) contra a possibilidade de novas restrições ao mercado de apostas no Brasil. Em nota conjunta, as entidades defenderam a manutenção do modelo regulado e destacaram os impactos no futebol.
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Casa de apostas Superbet adquiriu os naming rights do Campeonato Gaúcho a partir da temporada de 2025; na imagem, a decisão de 2026
Foto: Divulgação
“O Brasil escolheu enfrentar esse desafio pela regulamentação”, afirma o documento. Segundo a FGF e os clubes, o modelo criou regras para as empresas autorizadas, permitindo a fiscalização do setor, responsabilizando quem descumpre a lei e combatendo plataformas que atuam de forma clandestina.
A nota também destaca o peso das apostas nas receitas do futebol brasileiro. As entidades afirmam que os investimentos feitos pelas empresas autorizadas se tornaram uma das principais fontes de recursos do esporte e contribuíram para o crescimento dos clubes brasileiros em competições sul-americanas.
O argumento, segundo o texto, também vale para equipes menores e competições com menor exposição comercial. A FGF afirma que os recursos alcançam clubes de divisões de acesso e do interior, para os quais não haveria atualmente outro segmento econômico capaz de substituir de forma imediata esse investimento.
“Uma mudança abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios dentro e fora do país”, escreveu a entidade.
A própria competição estadual mantém uma relação comercial com o setor. Desde 2025, o Gauchão conta com naming rights de uma empresa de apostas, a Superbet.
A nota da FGF é assinada também por Grêmio, Inter, Juventude, Guarany de Bagé, Veranópolis, Brasil de Farroupilha, Santa Cruz, Gramadense, Avenida, Apafut e Passo Fundo.
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Mercado regulado
A manifestação ocorre em meio à possibilidade de o governo federal editar uma Medida Provisória para proibir jogos de cassino on-line, como o chamado Tigrinho. Segundo informações divulgadas pelo ge, o texto já estaria pronto e aprovado, com intenção de publicação até a próxima terça-feira (22).
Uma ala do governo, porém, ainda tenta convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a restringir apenas determinados jogos virtuais. A proposta em análise revogaria o inciso II do artigo 3º da Lei 14.790, de 2023, que incluiu os jogos virtuais entre as apostas de quota fixa. Assim, as apostas esportivas não seriam atingidas.
A mobilização também envolve outros clubes e federações do País. Palmeiras, Santos, São Paulo e a Federação Paulista de Futebol participaram do manifesto, assim como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Cruzeiro e Corinthians, além das federações do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.
Segundo os dados apresentados na mobilização, 13 dos 20 clubes da Série A possuem contratos de patrocínio master com empresas de apostas. A estimativa divulgada é de mais de R$ 1 bilhão por ano em receitas de patrocínio para os clubes da elite do futebol brasileiro.
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