Pastor Thiago Neves, convidado do encontro, encerrou a programação com um apelo aos adolescentes, para que vivam os planos de Deus para sua vida. Foto: Paulo Araújo

E se a vida fosse um jogo? Com fases, desafios, conquistas e momentos em que parece que tudo vai dar errado? Foi a partir dessa metáfora que mais de 400 adolescentes da Associação Rio Fluminense (ARF), sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia que atende o Centro, Serra e Norte do Rio de Janeiro, se reuniram neste fim de semana para o Encontro "Zerando o Game", realizado em duas cidades do território: Campos dos Goytacazes, na sexta-feira, e Itaboraí, no sábado, reunindo adolescentes de diferentes regiões.

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O encontro reuniu adolescentes de diferentes faixas etárias em torno de temas que fazem parte da vida real da juventude: espiritualidade, família, uso do tempo, o sábado, o propósito dos dons e a missão. Tudo dentro de uma linguagem que os jovens reconhecem, a linguagem dos jogos, para falar sobre o que realmente importa em cada fase da vida.

Espiritualidade, relacionamento com a família, administração do tempo, sábado, desenvolvimento dos dons e missão estiveram entre os assuntos trabalhados. Além das mensagens, os participantes realizaram atividades individuais e em equipes e tiveram momentos de interação com outros adolescentes e líderes. A proposta era fazer com que os temas não permanecessem apenas no campo teórico, mas levassem cada participante a refletir sobre suas próprias escolhas e sobre como se preparar para diferentes fases da vida.

Um propósito para esta geração

Um dos convidados foi o pastor Thiago Neves, líder dos universitários do Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste (Uniaene), na Bahia. Ao conversar com os adolescentes, ele utilizou a história bíblica de Davi para abordar propósito e serviço.

Segundo Neves, a trajetória do personagem mostra que aquilo que tornou sua vida significativa não esteve simplesmente em suas capacidades pessoais. “A maior capacidade de Davi não era a sua força, não era a sua inteligência ou sagacidade, mas o quanto Deus o usou para servir aos propósitos do Senhor”, afirmou.

A reflexão levou aos adolescentes o desafio de compreender que seus talentos e capacidades também podem ser utilizados para um propósito que ultrapassa realizações individuais. A ideia central foi a de que em qualquer fase do jogo, o que define o resultado não é apenas o que você tem, mas para quem você está jogando.

Missão começa em casa

Outro destaque do encontro foi Renato Carvalho, missionário, que veio da Bahia e desafiou os adolescentes a repensarem o conceito de missão. Para ele, ser missionário não começa do outro lado do mundo, começa do lado de dentro de casa. “Se você não sabe como vai começar a ser missionário, o jeito mais fácil é: começa por aquilo que você gosta de fazer, começa com as pessoas que você gosta de estar. E daí a gente consegue cobrir Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra”, disse.

A proposta ajuda a aproximar a missão da realidade dos adolescentes: a família, a escola, os amigos, a vizinhança e outros ambientes dos quais eles já fazem parte tornam-se espaços onde podem colocar a fé em prática.

Adolescentes como parte da missão agora

A programação foi construída para que os adolescentes não fossem apenas espectadores. Ao longo do encontro, eles participaram de atividades práticas, desafios e dinâmicas que estimulavam o trabalho em equipe, a tomada de decisões e a interação entre diferentes grupos.

Para os participantes, o encontro também proporcionou experiências de integração e aprendizado. Uma das adolescentes destacou tanto as mensagens quanto a oportunidade de participar diretamente das atividades.

“Eu amei muito a pregação do pastor, que falou sobre a gente seguir a Deus. Participei das atividades lá na frente, foi muito bom, e a energia que o pessoal passou foi maravilhosa”, contou.

Além de preparar os adolescentes para aquilo que poderão fazer no futuro, a intenção é ajudá-los a compreender que eles já podem exercer influência positiva e participar da missão da igreja. A dinâmica também permitiu que adolescentes mais novos e mais velhos tivessem momentos específicos de acordo com suas necessidades e características, criando espaços de conversa sobre questões presentes em diferentes fases do desenvolvimento.

Uma geração significativa

Para Elisângela Rocha, líder do Ministério da Criança e do Adolescente da Associação Rio Fluminense, o encontro representa uma oportunidade de fortalecer uma geração que pode exercer influência positiva onde está. “Falar do Encontro de Adolescentes Zerando Game é uma alegria. Estávamos com mais de 400 adolescentes aqui envolvidos na missão”, afirmou.

Segundo ela, os participantes foram desafiados a compartilhar Jesus com pessoas próximas. “Eles se comprometeram a falar de Jesus para seus colegas, para sua vizinhança. Porque o que nós queremos é uma geração na Rio Fluminense que seja significativa e que seja significante para Ele e para seus colegas”, destacou.

A proposta do Zerando Game foi, portanto, apresentar a adolescência como uma fase de preparação, escolhas e crescimento, mas também como um período em que já é possível assumir um papel ativo na missão. Assim como em um jogo, novas fases trazem novos desafios. A diferença está em compreender que, na caminhada cristã, cada etapa pode ser vivida com propósito, fortalecendo a fé, desenvolvendo dons e colocando a missão em prática.

Para os mais de 400 adolescentes que participaram do encontro, o próximo desafio já começou: viver a fé na fase em que estão e usar seus dons para fazer diferença na vida de outras pessoas.

FONTE/CRÉDITOS: Wiliane Passos