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Igreja Central de Macapá (Foto: Arquivo pessoal)
A Igreja Adventista Central de Macapá completou 73 anos de história no dia 30 de agosto.
A celebração reuniu administradores e líderes da Missão Pará-Amapá, pioneiros, membros e convidados. Além disso, a programação apresentou música, testemunhos, batismos e a participação da cantora Fernanda Lara.
Entretanto, a comemoração foi além das lembranças. A igreja também inaugurou um novo prédio anexo. A estrutura representa um novo momento para uma congregação que nasceu de um pequeno grupo de missionários.
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A história começou em 1952, quando Hermínio Costa e sua esposa, Neusa, chegaram a Macapá. Recém batizados em Belém, eles enxergaram a mudança como uma oportunidade para compartilhar o evangelho.
Na época, Macapá ainda reunia uma população pequena e predominantemente católica. Mesmo assim, o casal iniciou o trabalho missionário distribuindo folhetos e realizando cultos em casa
Dos primeiros fiéis à igreja central
Dionísio, Manain, Nascimento e Aloisio pioneiros da Igreja (Foto: Arquivo pessoal)
O trabalho dos pioneiros despertou o interesse de moradores pela mensagem adventista. Assim, em 1953, o pastor Leo B. Halliwell visitou Macapá e realizou o batismo dos primeiros seis adventistas.
No mesmo ano, a Igreja Adventista Central de Macapá foi fundada. A trajetória, porém, foi marcada por desafios desde o início.
A família de Hermínio chegou a permanecer durante um mês dentro de um navio. Enquanto buscava um lugar para morar, o pioneiro também continuava evangelizando.
Claudiceia Rodrigues, filha de Hermínio e Neusa, viveu parte dessa história desde os primeiros anos. “Nós viemos de Belém e eu tinha um ano e meio. Foram meus pais que fundaram a Igreja Central aqui.”
Pioneiros da Igreja central em frente ao antigo prédio (Foto: Arquivo pessoal)
Ela também lembra da busca do pai por um terreno para construir o templo. Depois de duas tentativas, Hermínio conseguiu falar com o governador do então território. O encontro resultou na doação de dois terrenos. Um deles recebeu a Igreja Central de Macapá. O outro abrigou a antiga loja SELS.
Décadas depois, Claudiceia vê o crescimento da igreja com emoção. “Eu me sinto muito feliz de ver que o crescimento da nossa igreja está indo muito bem.”
Um novo complexo para uma missão que cresce
Cerimonia de inauguração do prédio anexo (Foto: Arquivo pessoal)
A celebração dos 73 anos também marcou a inauguração do novo prédio anexo. O complexo possui três andares e amplia a estrutura disponível para as atividades da igreja.
O espaço conta com ambientes para o Espaço Novo Tempo, cozinha e sala pastoral. Além disso, possui sete salas destinadas aos Ministérios da Criança, Adolescentes e Jovens. O terceiro andar abriga um salão amplo para reuniões e diferentes programações.
Para o pastor Vilmar Anacleto, líder da Igreja Central, a conquista representa uma resposta de Deus. “Eu tenho dito para o povo: Ebenezer. Até aqui nos ajudou o Senhor.”
Segundo ele, a construção também fortalece diferentes áreas da vida da igreja. “Mexer com a construção de igrejas mexe com a vida espiritual, mordomia, crescimento de dízimos, crescimento de ofertas e também crescimento patrimonial.”
Agora, a nova estrutura permite ampliar o atendimento à comunidade. “Nós podemos usá-lo todos os dias para fazer atendimento para as pessoas em todas as áreas.”
Assim, o prédio deixa de ser apenas uma conquista estrutural. Sem dúvida, ele se transforma em uma ferramenta para acolher pessoas, desenvolver projetos e fortalecer a missão.
Um legado que continua nas novas gerações
Neuza e Hermínio Costa (Foto: Arquivo Pessoal)
A história da Igreja Central de Macapá mostra como pequenas iniciativas podem alcançar grandes resultados.
Hermínio e Neusa começaram o trabalho dentro de casa. Hoje, milhares de histórias fazem parte dessa trajetória.
Por isso, a celebração dos 73 anos também representou um encontro entre diferentes gerações. Pioneiros e novos membros testemunharam o resultado de décadas de dedicação.
Claudiceia, Simone e Nazaré durante culto na Igreja Central de Macapá (Arquivo pessoal)
Claudiceia destaca o significado de ver a igreja fundada pelos pais avançar. “Vendo assim uma obra, uma igreja construída pelos meus pais, eu me sinto muito feliz.”
Para ela, o crescimento atual mantém vivo o propósito que motivou a família décadas atrás.
O novo complexo, portanto, simboliza continuidade. A estrutura amplia o espaço físico, mas também fortalece oportunidades para servir e anunciar o evangelho.
Um passado para lembrar, um futuro para construir
Pr. Carlos Bussons durante programação de 73 anos da Igreja Central de Macapá (Foto: Kenio Pantoja)
A celebração terminou com gratidão pelo caminho percorrido e esperança pelos próximos capítulos.
Para o pastor Carlos Bussons, presidente da Missão Pará-Amapá, participar da comemoração teve um significado especial. “É poder participar da celebração de 73 anos da Igreja Central de Macapá e também da inauguração do prédio anexo.”
A conquista, segundo ele, aponta para algo ainda maior. “Vermos sonhos realizados e, principalmente, a expansão do evangelho a todo o mundo.”
Assim, os 73 anos não representam apenas uma data comemorativa. Eles revelam uma história construída por pessoas que decidiram servir, mesmo diante das dificuldades.
A Igreja Central de Macapá olha para o passado com gratidão. Ao mesmo tempo, usa o presente para preparar novos caminhos para a missão.
O legado permanece. A história continua. E novas gerações agora ajudam a escrever os próximos capítulo
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