Ana Júlia sonhava em se batizar no Campori ao lado do pai. No sábado, viu a mãe ser batizada e, minutos depois, o pai entrar no tanque (FOTO: Leonardo Leite)

Ana Júlia Nogueira tem 13 anos e carregava dois sonhos. O primeiro era se batizar em um Campori. O segundo era ainda maior: queria viver esse momento ao lado do pai. No sábado, 5 de setembro, os dois sonhos se encontraram no mesmo tanque batismal.

A manhã do Campori “O Desejado” terminou com uma cerimônia de batismos conduzida pelo pastor Anderson Coelho. Entre os candidatos estava Ana Júlia, que entrou na água acompanhada da mãe, Bianca Natália.

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Depois do batismo da menina, o pastor perguntou se ela estava feliz. Ela confirmou. Então veio uma pergunta que mudaria completamente aquele momento: agora que ela e a mãe estavam batizadas, Ana Júlia se sentia completa ou ainda faltava alguma coisa?

A resposta veio sem hesitação: Falta meu pai.

O pastor perguntou o que faltava para que isso acontecesse. Ana Júlia respondeu que faltava o pai aceitar Jesus. Foi então que o pastor pediu que ela fizesse a pergunta ao pai.

André Luiz Nogueira, estava acompanhando a cerimônia. Ele tirou os sapatos e entrou no tanque.

Ana Júlia não esperava aquilo. Dentro da água, ao lado dos pais, ela ainda perguntou à mãe se aquilo era mesmo verdade.

Uma oração que durou anos

A reação da menina fazia sentido. Ela havia orado por aquele momento durante anos.

Ana Júlia conta que começou a pedir a Deus pelo batismo quando tinha cerca de 10 anos. Desde então, costumava dizer que queria se batizar em um Campori e ter o pai ao lado. “Eu sempre falava: ‘Eu vou me batizar no Campori e meu pai vai estar junto’”, contou.

Ela também chegou a sonhar que o pai seria batizado com ela. Por isso, quando André entrou no tanque, a emoção foi ainda maior. “Eu não acreditei. Eu ainda falei para a minha mãe: ‘É verdade?’”, lembrou.

Uma decisão que já estava no coração

Para André, a decisão desse sábado também não surgiu do nada. Ele conta que já havia recebido, em diferentes momentos, o desejo de se aproximar de Deus. Entretanto, a rotina e as preocupações do dia a dia acabavam deixando essa decisão para depois.

A aproximação do batismo da filha, porém, reacendeu algo que já estava em seu coração. “Cada dia que ia se aproximando o batismo da minha filha foi reacendendo essa vontade”, explicou.

André conheceu a Igreja Adventista por meio da esposa. Bianca conta que, durante muito tempo, insistiu e perseverou para que ele se aproximasse mais da igreja. A família também encontrou nos Desbravadores um espaço importante nessa caminhada.

Uma semente plantada há anos

Bianca foi rebatizada no mesmo dia que a filha. Ela já havia sido desbravadora e contou que seu primeiro batismo aconteceu anos atrás, no mesmo local.

Para ela, o Clube de Desbravadores Estrela da Alva também teve participação nessa história. “Ele plantou uma sementinha lá atrás, que a gente regou agora”, afirmou.

Agora, a família vive uma nova etapa.

Para Ana Júlia, o sonho que começou com uma oração ganhou uma resposta inesperada. Ela queria um Campori. Queria o batismo. E queria o pai ao seu lado.

Conseguiu os três.

Aos 13 anos, ela já sabe também qual é o próximo sonho: esperar a volta de Cristo. Em família.

Veja mais fotos dos batismos no link abaixo:
XI CAMPORI APSO - DIA 2 - MANHÃ
FONTE/CRÉDITOS: jeane.sbarboza