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A mobilização reforça um compromisso que deve fazer parte do cotidiano: identificar situações de violência, romper o silêncio e proteger quem precisa. (Foto: divulgação)
A violência contra a pessoa idosa assume diferentes formas. Muitas vezes, permanece escondida dentro do próprio ambiente doméstico. Agressões físicas, violência psicológica, negligência, abandono e exploração financeira estão entre essas situações.
Os números ajudam a dimensionar o problema. Em 2024, a violência contra a pessoa idosa representou 23,46% das denúncias registradas pelo Disque 100 entre os diferentes grupos vulneráveis atendidos pelo canal. O dado coloca os idosos entre os grupos que mais aparecem nos registros de violações de direitos humanos no país.
Fonte: Relatório de Gestão da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos - 2024
Respeito, atenção e proteção são essenciais para garantir um envelhecimento com dignidade. (Foto: divulgação)
Por isso, em 2026, o tema do Quebrando o Silêncio chama a atenção para essa realidade. A campanha reforça a importância de reconhecer, prevenir e enfrentar a violência contra os idosos. Além disso, nem sempre a violência apresenta sinais evidentes. Humilhações, ameaças, isolamento e negligência também podem afetar essa população. Em outras palavras, proteger os idosos exige atenção para diferentes formas de abuso.
Nesse sentido, a informação se torna uma ferramenta de prevenção. Quando familiares e pessoas próximas conhecem os sinais de violência, conseguem identificar situações de risco. Consequentemente, também podem buscar orientação e ajuda.
Igrejas levam o tema às ruas
Em Moju, a campanha ganhou as ruas com a distribuição de materiais e orientações à população sobre a valorização da pessoa idosa. (Foto: divulgação)
Diante desse cenário, as igrejas Adventistas no Norte do Pará participaram das ações durante dois finais de semana (22 e 29 de agosto). Da capital ao interior, diferentes congregações se mobilizaram para levar o tema à comunidade.
As ações incluíram passeatas com faixas e cartazes. Além disso, os membros distribuíram revistas e panfletos. Os materiais ajudaram a ampliar o acesso às informações e estimular o diálogo sobre o tema. Por exemplo, algumas igrejas organizaram caminhadas e ações públicas de conscientização. Enquanto isso, outras desenvolveram atividades de orientação e aproximação com a população.
O Asilo João Paulo, em Ananindeua, recebeu uma visita especial marcada por momentos de acolhimento, carinho e esperança. (Foto: divulgação)
Cada igreja participou de acordo com sua realidade. Da mesma forma, todas contribuíram para um objetivo comum: chamar a atenção para a proteção e o respeito à pessoa idosa. As ações também chegaram aos abrigos. Algumas igrejas realizaram visitas a instituições que acolhem idosos.
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Durante esses momentos, os participantes ofereceram atenção, orações e leveram uma mensagem de esperança. Mais do que isso, as visitas reforçaram a importância de valorizar a pessoa idosa. O cuidado também passa pela presença, pela escuta e pelo respeito.
Conscientizar para prevenir
Na capital, igrejas se mobilizaram para levar às ruas revistas e panfletos da campanha Quebrando o Silêncio, ampliando o alcance da mensagem de prevenção. (Foto: divulgação)
Acima de tudo, as ações reforçam a importância de manter o tema em discussão. A prevenção começa quando a sociedade reconhece a existência da violência contra a pessoa idosa. Além disso, o enfrentamento exige atenção contínua. Uma conversa pode ajudar alguém a identificar uma situação de violência. Um material pode orientar uma família. Uma visita pode diminuir o isolamento de um idoso.
Em Castanhal, membros da Igreja visitaram o Asilo Casa da Fraternidade, proporcionando momentos de atenção, carinho e convivência com os residentes. (Foto: divulgação)
Por outro lado, o silêncio pode contribuir para que situações de abuso permaneçam escondidas. Por isso, falar sobre o tema também significa incentivar uma mudança de atitude. Da capital ao interior, passeatas, faixas, cartazes, distribuição de materiais e visitas a instituições ajudaram a ampliar o debate.
Em conclusão, a mobilização reforça uma mensagem que precisa permanecer depois da campanha: proteger a pessoa idosa também significa estar atento, reconhecer a violência e não permanecer em silêncio diante dela.
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