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Canoas RS,22/05/2026

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Empresas tradicionais do RS entram em colapso após acumularem dívidas milionárias

agenciagbc.com
Empresas tradicionais do RS entram em colapso após acumularem dívidas milionárias

Duas empresas tradicionais do Rio Grande do Sul surpreenderam o mercado após enfrentarem uma grave crise financeira que terminou em pedidos de falência e encerramento das atividades. Os casos chamaram atenção pelo alto volume de dívidas acumuladas e pelo impacto no setor empresarial gaúcho.





Entre as empresas afetadas está a fabricante de calçados Mulher Sofisticada, de Três Coroas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A companhia decidiu encerrar as operações após acumular débitos superiores a R$ 18,3 milhões e deve formalizar o pedido de autofalência nos próximos dias, segundo informações divulgadas pelos responsáveis pelo processo.





Duas tradicionais empresas do RS decretam falência após dívidas milionárias: A fábrica empregava 77 trabalhadores





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O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Três Coroas, Erni Rinker, afirma que a situação financeira da empresa já apresentava sinais de deterioração há meses. A fábrica empregava 77 trabalhadores, todos prestes a ser desligados após o fechamento.





O escritório MSC Advogados, que representa a companhia, informou que houve tentativas de renegociar os débitos, mas nenhuma proposta foi adiante. Apesar do encerramento das operações, o sindicato destaca que outras empresas do setor demonstraram interesse em contratar os trabalhadores demitidos, o que pode amenizar os impactos sociais do fechamento.





Fundada em 2012, a calçadista Mulher Sofisticada enfrentou sucessivas dificuldades nos últimos anos. A empresa chegou a produzir 3,7 mil pares de calçados femininos por dia para grandes marcas do mercado nacional. Nos dias que antecederam o encerramento, porém, a produção havia caído para cerca de 1,5 mil pares diários, refletindo a crise financeira que culminou na decisão de pedir autofalência.





Qual a segunda empresa do estado?





A Vier Indústria e Comércio do Mate Ltda., fundada em 1944 e sediada no município, teve sua autofalência decretada pela Justiça. A decisão judicial determinou o início do processo falimentar, nomeou um administrador judicial e suspendeu todas as execuções em andamento contra a empresa.





A própria Vier entrou com o pedido de autofalência, amparada na legislação que permite que empresas em situação financeira irreversível reconheçam oficialmente a impossibilidade de continuar operando. O objetivo é encerrar as atividades de forma organizada e iniciar o pagamento dos credores sob supervisão do Judiciário.





Segundo o relato da empresa, as operações foram encerradas em setembro de 2024. Entre os fatores que agravaram a crise estão a falta de matéria-prima, impulsionada pela substituição dos ervais por monoculturas de soja, problemas de saúde do sócio-administrador que faleceu em 2020, aumento no custo dos insumos e do transporte, endividamento crescente e um incêndio registrado na sede em 2012.





Ao avaliar o pedido, o juiz responsável destacou que, apesar de insolvente, a empresa ainda possui fontes de receita. As marcas registradas da Vier estão licenciadas à Ervateira Rei Verde Ltda, que realiza pagamentos mensais. Além disso, parte da estrutura e dos equipamentos da filial no Paraná foi arrendada para a Maracanã Indústria e Comércio de Erva-Mate Ltda.





Com esses elementos, o magistrado concluiu que a massa falida tem condições financeiras de arcar com as despesas do processo e, por isso, negou o pedido de gratuidade judiciária.





Decisão judicial





Com base nos documentos e nos demonstrativos apresentados, o juiz reconheceu oficialmente o estado de insolvência da empresa. Ele também determinou a suspensão do leilão de um imóvel da Vier, que ocorreria em um processo de execução fiscal, garantindo assim o tratamento igualitário entre todos os credores.





Reviravolta





Apesar da falência da empresa, a marca continuará presente no mercado. Isso se deve a um acordo pouco divulgado, firmado em 2024, que garante a continuidade do produto nas prateleiras.





A empresa Rei Verde, de Erechim, firmou um contrato de arrendamento da marca Vier pelo prazo de 30 anos. O acordo envolve exclusivamente o uso do nome, não a estrutura fabril que encerrou atividades em Santa Rosa. Com isso, cabe agora à Rei Verde toda a produção, o envase e a distribuição da erva-mate, preservando a presença da marca — especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela tem maior reconhecimento.





De acordo com o administrador judicial da massa falida, André Estevez, o contrato determina que 3% da receita obtida com as vendas da erva-mate Vier sejam repassados mensalmente à massa falida. Esses valores, somados aos recursos arrecadados com a venda dos bens da antiga fábrica, serão utilizados para quitar dívidas com os credores.





O cenário do setor também contribui para o contexto da crise: embora haja atualmente excesso de oferta de erva-mate, a antiga fabricante apontava justamente a falta de matéria-prima como um dos fatores que comprometeram sua saúde financeira.


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