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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026

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Leite Compensado: Justiça condena 15 por esquema de adulteração de leite com soda cáustica no RS

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Leite Compensado: Justiça condena 15 por esquema de adulteração de leite com soda cáustica no RS

Operação Leite Compensado, no RS Reprodução/ RBS TV A Justiça do Rio Grande do Sul condenou 15 pessoas em um processo que apurou a adulteração de produtos lácteos fabricados pela Dielat, em Taquara. O caso está relacionado à Operação Leite Compensado, deflagrada em dezembro de 2024. A denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deu origem à ação penal julgada agora. Segundo a sentença, o grupo usava produtos químicos para alterar parâmetros do leite, mantinha registros paralelos para esconder irregularidades da fiscalização e reaproveitava produtos vencidos ou impróprios na fabricação de alimentos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A decisão é da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro e foi assinada nesta terça-feira (13). Os 15 réus foram condenados por associação criminosa. Treze deles também foram condenados por adulteração de produtos alimentícios. Veja as penas As maiores penas foram aplicadas a Antônio Ricardo Colombo Sader e Tales Bardo Laurindo, condenados a 13 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Antônio Ricardo Colombo Sader era proprietário da empresa e ocupava a posição mais alta da estrutura identificada pela Justiça; Tales Bardo Laurindo, por sua vez, era diretor industrial e, conforme a decisão, comandava a fábrica, adquiria cargas de leite ácido e deteriorado e coordenava depósitos clandestinos; Gustavo Raimundo Lauck, condenado a 12 anos e 4 meses, é apontado na sentença como o responsável técnico pelas fórmulas usadas para neutralizar a acidez. Segundo o documento, ele repassava equações para calcular as dosagens de soda cáustica e peróxido de hidrogênio, além de atuar na ocultação de lotes durante fiscalizações; Sérgio Alberto Seewald recebeu pena de 11 anos e 1 mês, em regime inicial fechado. O juiz o descreve como integrante do núcleo técnico-químico e afirma que ele forneceu fórmulas de neutralização, orientou o uso de soda em escamas e atuou no laboratório; Daniel Silvério Junior, Everson Cavalheiro e Jonatas Ramalho Hinschink foram condenados a 10 anos e 2 meses de prisão cada um, em regime inicial fechado. Os três exerciam funções de encarregados de turno e, segundo a sentença, atuavam na movimentação de insumos impróprios, na autorização da adição de soda cáustica aos silos e no reprocessamento de lotes deteriorados; Leonarda Manuela Peters, monitora de qualidade, recebeu pena de 7 anos e 8 meses, em regime inicial semiaberto. De acordo com a decisão, a responsabilidade atribuída a ela está relacionada à omissão no registro de não conformidades e à liberação de carregamentos de produtos adulterados; Deroci Vicente Dutra da Silva Filho, supervisor de produção, foi condenado a 4 anos e 1 mês. Conforme a sentença, ele transmitia ordens de dosagem de soda cáustica e peróxido, coordenava depósitos clandestinos e organizava a triagem de insumos impróprios; Manoela Schilling Flesch, analista de laboratório, foi condenada a 3 anos e 10 meses. Segundo a decisão, preenchia planilhas oficiais com dados forjados e fazia novas análises depois da neutralização dos produtos; Eduarda Luiza da Silva Rosa, que atuava como assistente de laboratório, também recebeu pena de 3 anos e 10 meses. A Justiça atribuiu a ela atuação no preenchimento de planilhas conforme orientação de superiores; Milena Maiara da Silva, líder do laboratório, foi condenada a 3 anos, 7 meses e 15 dias. Conforme a sentença, ela fazia os cálculos para determinar o volume de soda cáustica que seria colocado nos silos e transmitia as quantidades à equipe de produção; Adrieli Vitória de Mello, que atuou como analista, líder de laboratório e posteriormente no controle de qualidade, foi condenada a 2 anos e 5 meses. Segundo a sentença, calculava dosagens de soda cáustica e peróxido, transmitia orientações aos operadores e participou da manutenção de registros paralelos; Kennedy Saratt Leiria foi condenado a 1 ano e 6 meses por associação criminosa. Conforme a sentença, ele trabalhava no planejamento e controle de produção e custos e prestava suporte no fluxo de informações de estoque, rastreabilidade e logística dos depósitos; Alaete Girardi também recebeu pena de 1 ano e 6 meses por associação criminosa. Segundo a decisão, atuou no apoio administrativo e na “dissimulação financeira” ao ceder sua empresa para acobertar a remuneração pelos serviços prestados por Sérgio Alberto Seewald. O g1 tenta localizar as defesas dos condenados e procurou a Dielat, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações. Fábrica investigada por adulterar leite mantinha depósito clandestino "Vitamina" era código para soda cáustica Um dos pontos centrais da sentença é a utilização de produtos químicos para alterar a acidez do leite. Conforme a decisão, "vitamina" era o código usado para soda cáustica, enquanto "lactose" era empregado para se referir ao peróxido de hidrogênio. De acordo com os autos, quando análises apontavam acidez elevada, eram feitos cálculos para definir a quantidade do produto químico que deveria ser adicionada aos silos. A sentença cita a apreensão de cadernos e agendas com fórmulas matemáticas usadas para determinar essas dosagens. O documento afirma ainda que a soda cáustica era retirada da estrutura de limpeza da indústria e colocada nos silos por meio de baldes, funis ou tubulações. Depois da adição, novas análises eram feitas para verificar os parâmetros do produto. A decisão também registra um episódio envolvendo o Silo 3. Segundo os autos, o leite inicialmente destinado à produção de UHT apresentou acidez elevada e recebeu soda cáustica. A produção de UHT foi então cancelada e o produto foi redirecionado para composto lácteo. Produtos vencidos, ração animal e varredura de chão Lotes de produtos lácteos vencidos foram encontrados em depósito clandestino Vítor Rosa/RBS TV Outro ponto destacado pela sentença é a existência de depósitos não declarados à fiscalização. Segundo a sentença, mais de 800 toneladas de mercadorias deterioradas, vencidas, sem rotulagem ou destinadas à alimentação animal foram encontradas em depósitos clandestinos, entre eles um galpão na Rua Amazonas. A decisão relata ainda que produtos desses depósitos voltavam para a fábrica e eram reincorporados à produção. Há ainda referências ao reaproveitamento de raspagens das câmaras de secagem, materiais destinados à alimentação animal e resíduos de varredura de chão na fabricação de compostos lácteos. A sentença também menciona uma simulação de descarte de produtos condenados pelo Ministério da Agricultura. Conforme o relato acolhido pelo juízo, dois sacos eram queimados na caldeira para a gravação de um vídeo, enquanto o restante do material seria mantido para reaproveitamento. Planilhas escondiam resultados reais A decisão descreve ainda um sistema de registros paralelos. Segundo a sentença, resultados verdadeiros de análises eram mantidos em controles internos, enquanto planilhas apresentadas à fiscalização continham parâmetros que indicavam conformidade. O juiz considerou que os depoimentos dos colaboradores não estavam isolados. Entre os elementos citados para corroborá-los estão certificados oficiais de análise, depoimentos de auditores e investigadores, cadernos com fórmulas químicas, planilhas digitais e os produtos apreendidos nos depósitos. Os laudos analisados no processo apontaram irregularidades em diferentes produtos. Entre elas estavam alterações de acidez, teor de proteínas e lactose fora dos padrões, presença de coliformes, DNA bovino em leite de cabra e maltodextrina não declarada em leite em pó integral. Produtos deverão ser destruídos A sentença determinou o perdimento e a destruição definitiva dos produtos lácteos, insumos, matérias-primas e substâncias alimentícias apreendidos nos autos e nos depósitos vinculados à Dielat e à Agrovita. O Ministério da Agricultura deverá ser comunicado para providenciar o descarte caso ele ainda não tenha ocorrido. Também foi determinada a comunicação da decisão às prefeituras que tenham contratos vigentes ou licitações em andamento com pessoas jurídicas vinculadas aos réus, especialmente em programas de alimentação escolar. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Polícia investiga suspeita de feminicídio após jovem de 21 anos ser encontrada morta em Porto Alegre

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Polícia investiga suspeita de feminicídio após jovem de 21 anos ser encontrada morta em Porto Alegre

Polícia investiga suspeita de feminicídio de jovem de 21 anos em Porto Alegre A polícia investiga a morte de Natacha Rodrigues Mendes, de 21 anos, como um possível caso de feminicídio na Zona Sul de Porto Alegre. Um homem de 39 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (13). A causa da morte não foi determinada e deverá ser esclarecida pela perícia. Segundo a polícia, Natacha tinha problemas de saúde e, por isso, não está descartada a possibilidade de que a jovem tenha morrido por outra causa. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Ela estava na casa do homem quando morreu. De acordo com a família de Natacha, os familiares não o conheciam. No entanto, segundo a polícia, vizinhos relataram que a jovem já havia frequentado o imóvel anteriormente. Eles também disseram ter ouvido gritos na noite de segunda-feira (12). Conforme a investigação, foram identificadas marcas nos braços da jovem que podem ser compatíveis com uma tentativa de resistência. O fato de o homem não ter chamado atendimento médico também foi considerado pelos policiais para a prisão em flagrante. A polícia informou ainda que os dois não eram namorados. Após ser preso, o homem permaneceu em silêncio. Contra ele também havia um mandado de prisão civil em aberto relacionado a uma dívida de R$ 43 mil, em processo na Justiça do Espírito Santo. As circunstâncias da morte seguem sob investigação. Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher Ronaldo Bernardi/ Agencia RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 13 de Out
Eduardo Leite manterá neutralidade no 2º turno: ‘Duas propostas que tenho divergências’

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Eduardo Leite manterá neutralidade no 2º turno: ‘Duas propostas que tenho divergências’

Eduardo Leite Mauricio Tonetto/Palácio Piratini Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) não revelou em quem votará no 2º turno da eleição presidencial e, em coletiva nesta terça-feira (13), afirmou que manterá posição de neutralidade na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Continuo nessa posição que é não externar a minha posição”, declarou o gaúcho. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🏛️ Leite fez a declaração durante coletiva de imprensa ao lado do governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), realizada para tratar sobre a transição de governos no Palácio Piratini, após o resultado da eleição gaúcha. Leite confirmou ainda que, além de não revelar o que vai digitar na urna eletrônica em 25 de outubro, também não participará da eleição como uma “liderança política”. “Torço pelo melhor, mas eu vou exercer meu papel como eleitor e não como liderança política.” No 1º turno, Leite apoiou a candidatura de Ronaldo Caiado, após decisão do diretório nacional do PSD de Gilberto Kassab. Inicialmente, o gaúcho tentou ser o candidato à Presidência do partido, principalmente após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Ele então passou a ser cabo eleitoral de Caiado no Rio Grande do Sul e, nas eleições estaduais, buscou na figura do vice-governador Gabriel Souza (MDB) eleger um sucessor. Gabriel ficou em terceiro, com 8,43% dos votos válidos. “No primeiro semestre, busquei, inclusive, me apresentar como um candidato a presidente. Meu partido fez uma outra escolha, e defendi a escolha do meu partido. Agora, no 2º turno, os brasileiros levaram duas propostas com as quais eu tenho as minhas diferenças, as minhas divergências”, completou. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 13 de Out

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