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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026

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Quem é o procurador que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército e recebeu medalha militar

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Quem é o procurador que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército e recebeu medalha militar

Procurador que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército é condecorado com medalha militar O chefe do Ministério Público Militar (MPM), Clauro Roberto de Bortolli, recebeu a Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A distinção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (9). O procurador militar é autor do processo movido pelo MPM que pede a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) das Forças Armadas. Natural de General Câmara, cidade a 80 km de Porto Alegre, Bortolli ingressou no Ministério Público Militar em 1995. Ele foi promovido a procurador de Justiça Militar em 1998 e a subprocurador-geral de Justiça Militar em 2016. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Ele também foi vice-procurador-geral de Justiça Militar entre 2020 e 2024. Entre 2016 e 2017, presidiu a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM). Sua recondução como procurador-geral do MPM foi oficializada em abril, após portaria publicada em março no Diário Oficial da União. Assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o documento aponta que a decisão refletiu o resultado da eleição do Colégio de Procuradores de Justiça Militar, que indicou Bortolli como o primeiro da lista tríplice. Ele é atual procurador-geral do órgão. Condecoração A medalha foi concedida a Bortolli, a outros seis civis e a 59 militares, em documento assinado pelo almirante de esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire. Em fevereiro, o MPM, sob a gestão de Bortolli, apontou ao Superior Tribunal Militar (STM) elementos que indicariam "descaso" de Bolsonaro com "preceitos éticos" do Estatuto dos Militares. O processo pede que o STM determine a perda do posto e da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva, e de outros quatro militares: o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os três generais do Exército Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos cumprem penas entre 19 e 27 anos de prisão por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, após julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025. Clauro Roberto de Bortolli Ministério Público Militar Chefe do Ministério Público Militar que pediu expulsão de Bolsonaro é reconduzido ao cargo Divulgação/MPM e Sergio Lima/AFP MP Militar pede ao STM perda dos postos e patentes de Bolsonaro e outros condenados pela trama golpista O STM ainda não definiu uma data final para o julgamento. Em junho, a Corte Militar rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo por suspeição. ➡️ A Constituição prevê a perda de posto e patente para militares condenados a mais de dois anos de prisão em decisão transitada em julgado. É a primeira vez que os órgãos discutem a expulsão das Forças por crime contra a democracia. Segundo Bortolli, na ação, Bolsonaro "não teve pudor para, valendo-se de estruturas do Estado, inclusive armadas, voltar-se, ao menos por um ano e meio, e através de grave ameaça e violência, contra o funcionamento regular dos Poderes Constitucionais e contra o governo democraticamente eleito". O relatório do MPM cita violações ao dever de probidade, ao respeito à dignidade humana, ao cumprimento das leis e ao acatamento das autoridades civis. LEIA TAMBÉM: Procurador-geral que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército é reconduzido ao cargo MP Militar cita 'descaso' com preceitos éticos básicos ao justificar pedido de expulsão de Bolsonaro Bolsonaro pode perder patente? O que esperar de julgamento de ex-presidente e outros comandantes militares no STM VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 14 de Out
Justiça condena 13 homens por esquema de tráfico internacional que teria movimentado mais de R$ 3 bilhões

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Justiça condena 13 homens por esquema de tráfico internacional que teria movimentado mais de R$ 3 bilhões

Sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre TRF-4/Divulgação A Justiça Federal condenou 13 homens investigados na Operação Hinterland, que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de cocaína entre 2019 e 2022. De acordo com a denúncia, o esquema teria movimentado mais de R$ 3 bilhões. Doze réus foram condenados por crimes relacionados à organização criminosa e ao tráfico de drogas. As penas variam de cinco anos e sete meses a 54 anos de prisão. Outro réu foi absolvido de uma acusação de tráfico internacional, mas condenado pelos demais crimes. As identidades não foram divulgadas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma mulher também processada no caso foi absolvida de todas as acusações por falta de provas. Cocaína escondida em carga enviada para a Alemanha Agora no g1 O esquema começou a ser descoberto depois que representantes de uma empresa de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, procuraram o Ministério Público Federal (MPF). Eles informaram que cocaína havia sido enviada de navio à Europa escondida em meio a uma carga de extrato de mimosa, um produto fitoterápico, exportada para a Alemanha. Naquele carregamento, 190 sacas do produto haviam sido violadas. Autoridades alemãs estimaram que cerca de 1,7 tonelada de cocaína foi retirada das embalagens. Considerando o preço do quilo da droga na Alemanha em 2020, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 380 milhões. A partir das apurações, a Polícia Federal identificou dois núcleos que atuavam separadamente, mas mantinham cooperação: um dedicado ao transporte terrestre e aéreo e outro voltado à logística marítima. O primeiro era responsável, segundo a investigação, pela entrada de cocaína proveniente de países como Peru, Bolívia e Colômbia, principalmente pela fronteira com o Paraguai. Depois, a droga era distribuída para Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amazonas. O grupo também realizava transporte aéreo entre a Região Norte e outros países da América Latina; O segundo núcleo ficava responsável pelo envio de grandes quantidades de cocaína à Europa, escondidas em cargas transportadas por navios. Parte da droga chegava à região de Rio Grande, no Sul do RS, antes de ser repassada ao grupo. Os integrantes também mantinham contato direto com fornecedores da Colômbia e do Peru. Segundo a Polícia Federal, o núcleo marítimo tinha estrutura hierarquizada e funções distribuídas entre os integrantes, de forma que o esquema conseguia continuar em funcionamento mesmo com o afastamento de algum membro. A denúncia aponta ainda que eram utilizados marcas e logotipos próprios para identificar os tabletes de cocaína. Logística do tráfico Um dos colaboradores afirmou que integrantes do grupo utilizavam estruturas de empresas ligadas às operações portuárias, primeiro em Itajaí (SC) e, posteriormente, em Rio Grande. De acordo com o relato, eles também recorriam a aplicativos criptografados e codinomes e cooptavam agentes portuários para tentar evitar a fiscalização. Outro colaborador declarou que os integrantes dividiam os custos para adquirir os carregamentos e mantinham acordos com laboratórios no exterior para garantir o fornecimento de cocaína. A droga era levada por terra até municípios portuários, entre eles Rio Grande, onde era colocada em contêineres. Durante a investigação, arquivos digitais com registros de laboratórios no exterior também foram localizados. Condenados recorrem da decisão Além das penas de prisão, a sentença determinou o pagamento de multas e custas processuais, de acordo com a situação de cada condenado. A Justiça também determinou que os bens apreendidos ou sequestrados durante a investigação sejam destinados à União. A medida não vale para aqueles que ainda são alvo de pedidos de restituição ou de procedimentos pendentes. Dos condenados, quatro estão presos preventivamente e um está foragido. Para os demais, foram mantidas as medidas cautelares já determinadas ou foi permitido recorrer em liberdade, conforme a situação de cada réu. Até a publicação desta reportagem, oito condenados já apresentaram recurso de apelação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Assim, a decisão da 22ª Vara Federal ainda pode ser analisada pelo tribunal. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 14 de Out
Homem liga para o 190 e confessa ter matado ex-sogro e ex-cunhado no RS, diz polícia

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Homem liga para o 190 e confessa ter matado ex-sogro e ex-cunhado no RS, diz polícia

Arnildo Schmegel Klumb e o filho Davi Artur Klug Klumb Divulgação/ Funerária Bom Pastor O suspeito de matar o ex-sogro, de 56 anos, e o ex-cunhado, de 17, ligou para o 190 e relatou ter cometido os dois homicídios, segundo a Polícia Civil. O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (9), em uma residência na zona rural de Chuvisca, a cerca de 150 km de Porto Alegre. Após o telefonema, uma equipe da Brigada Militar — a Polícia Militar do RS — foi até o endereço informado e encontrou Arnildo Schmegel Klumb e o filho, Davi Artur Klug Klumb, mortos dentro da casa. Os dois apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O suspeito, identificado como Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, foi localizado pouco depois e preso em flagrante. Com ele, conforme a Polícia Civil, foram encontrados objetos ligados aos mortos, entre eles o celular de uma das vítimas, além de uma munição intacta de calibre .38. Em um segundo momento, o homem relatou à polícia que deixou o local do crime usando o veículo de uma das vítimas e abandonou o automóvel na residência de um familiar. Na casa onde ocorreram os homicídios, os investigadores apreenderam um projétil deflagrado e uma espingarda. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, após parecer favorável do Ministério Público. Ex-companheira presta depoimento A ex-companheira do suspeito, de 22 anos, que perdeu o pai e o irmão no crime, presta depoimento nesta terça-feira (13), na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã. A pedido da defesa, a identidade da mulher será preservada pela reportagem. A defesa da jovem afirma que solicitou medidas protetivas contra o ex-companheiro e familiares dele depois do recebimento de ameaças. Segundo a advogada Mikaela Schuch, a jovem e outros integrantes da família precisaram deixar a própria casa. A mãe dela, aposentada por invalidez, também saiu da residência em razão das ameaças relatadas à defesa. A advogada afirma ainda que pretende reforçar o pedido de proteção após o depoimento e aponta a possibilidade de outras pessoas terem participado do crime. “Após o depoimento, a defesa vai reforçar o pedido de proteção à testemunha, porque ela e seus familiares tiveram que deixar a própria casa em razão das ameaças. É importante ressaltar também que o crime envolveu uma logística de deslocamento que aponta para a possível participação de outras pessoas”, afirma Mikaela Schuch. A família, que trabalha com o cultivo de fumo, também enfrenta dificuldades financeiras após as mortes. Familiares organizam uma arrecadação para pagar as despesas funerárias de pai e filho. Polícia investiga possível vicaricídio O que é vicaricídio? RS registrou primeiro indiciamento pelo crime A Polícia Civil apura se os dois homicídios foram praticados com o objetivo de atingir a ex-companheira do suspeito por meio da morte de familiares dela. Segundo a investigação, não se sabe, até esta publicação, de conflitos próprios entre o suspeito e as duas pessoas mortas. Por isso, a polícia trabalha com a hipótese de vicaricídio, que ocorre quando alguém mata uma pessoa ligada a uma mulher com o objetivo específico de causar sofrimento, punição ou controle em um contexto de violência doméstica e familiar. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi criado pela Lei nº 15.384, de 9 de abril de 2026, e incluído no rol dos crimes hediondos. A pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão. A polícia ressalta que a definição da tipificação do caso dependerá da conclusão das perícias e das demais diligências, que continuam em andamento. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 14 de Out

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