O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu nesta terça-feira (28) uma das punições mais severas dos últimos anos no futebol brasileiro. O zagueiro Victor Gabriel, do Inter, foi suspenso até que Gabriel Pec retorne aos treinamentos pelo Cruzeiro. Respeitando, porém, o limite máximo de 180 dias previsto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A decisão ainda cabe recurso.

Zagueiro Victor Gabriel | abc+



Zagueiro Victor Gabriel

Foto: Ricardo Duarte/Inter

O defensor colorado foi julgado pela entrada que resultou na fratura da tíbia da perna esquerda de Pec durante o revés para o Cruzeiro, na última quarta-feira (22). O jogador da Raposa passou por cirurgia para reparar a lesão e deve ficar fora de ação por até quatro meses. Durante a sessão, a Procuradoria pediu a aplicação do agravante previsto no artigo 254 do CBJD, que permite estender a suspensão enquanto o atleta lesionado permanecer impossibilitado de retornar.

Após saber da grave lesão sofrida pelo companheiro de profissão, Victor Gabriel mostrou arrependimento. Pelas redes sociais, ele pediu desculpas a Gabriel Pec, fato que se repetiu durante o julgamento. O zagueiro esteve presente na sessão e se emocionou enquanto falava sobre o lance e o ocorrido com o atacante.

“Desde aquela noite, tem sido dias difíceis para mim. Saí de casa para momentos de felicidade. São noites em claro que oro por ele. Peço desculpas de todo o meu coração a todo o pessoal do Cruzeiro”, afirmou.

Áudio fake gera repercussão

O julgamento de Victor Gabriel no STJD ganhou um ingrediente inesperado. Durante a sessão da Sexta Comissão Disciplinar, a defesa do zagueiro do Inter apresentou um áudio atribuído ao VAR para reforçar sua argumentação. No entanto, constatou-se que o material não correspondia à comunicação oficial, mas sim a uma paródia publicada nas redes sociais.

O advogado Rogério Pastl, representante do Inter, utilizou a gravação durante a sustentação oral. O conteúdo, nesse sentido, simulava um diálogo entre o árbitro Flávio Rodrigues de Souza e a cabine do VAR, sugerindo dúvidas sobre a expulsão do defensor. No entanto, a autenticidade do áudio levantou questionamentos ainda durante a votação dos auditores, quando a auditora Aline Gonçalves indagou sobre a origem do material apresentado.

Após a contestação, os integrantes da comissão discutiram a possibilidade de interromper a sessão para esclarecer o episódio. Rogério Pastl, por outro lado, afirmou não saber informar a procedência da gravação e solicitou que desconsiderasse o conteúdo pelos auditores. 

FONTE/CRÉDITOS: Jogada10