A reconstrução da sede do Corpo de Bombeiros no bairro Mathias Velho, em Canoas, pode começar dentro de 60 a 90 dias, caso o cronograma avance conforme o previsto. A informação foi confirmada nesta terça-feira (11) pelo secretário-geral de Governo da Prefeitura de Canoas, João Portella.

O projeto da nova unidade está em elaboração. Após a conclusão dessa etapa, será realizada uma licitação para definir a empresa responsável pela execução da obra.

A sede, localizada na Avenida Rio Grande do Sul, foi destruída durante a enchente que atingiu Canoas em maio de 2024. A estrutura do prédio ficou comprometida e, desde então, a unidade permanece inoperante.

Recursos para a reconstrução

A definição sobre os recursos para a obra ocorreu após uma reunião realizada há pouco mais de um mês entre o comando do Corpo de Bombeiros, a Prefeitura de Canoas e entidades do município. Na ocasião, foi discutida a utilização do Fundo Municipal de Reequipamento de Bombeiros (Funrebom).

Parte dos recursos do fundo será destinada à reconstrução da unidade, considerada importante para o atendimento da população do lado oeste de Canoas.

O governo do Estado havia dado sinal verde para a reconstrução da sede em maio de 2025. Na época, o investimento anunciado era superior a R$ 2 milhões.

Segundo a Prefeitura, o avanço atual envolve a elaboração do projeto e os procedimentos necessários para a abertura do processo licitatório. A expectativa é que, concluída essa etapa, a obra possa ser iniciada dentro de dois a três meses.

Unidade foi destruída pela enchente

Inaugurada em 2004, a unidade da Avenida Rio Grande do Sul atendia não apenas o bairro Mathias Velho, mas também outras áreas do quadrante oeste de Canoas.

A situação mudou em 4 de maio de 2024, quando as águas do Rio dos Sinos avançaram sobre o Mathias Velho e outras áreas do município. A enchente provocou danos na sede do Corpo de Bombeiros e deixou o prédio submerso por quase 30 dias.

A estrutura ficou sensivelmente comprometida, impedindo a retomada das atividades no local. Mais de dois anos após a enchente, o prédio, situado no número 1.830 da Avenida Rio Grande do Sul, permanece desativado.

A reconstrução da unidade é considerada importante para o atendimento de ocorrências no lado oeste da cidade, região que voltou a depender de outras bases do Corpo de Bombeiros após a desativação do posto.