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Pastores durante à ordenação ao ministério, no IACS.(Foto: divulgação)
Oito pastores da Igreja Adventista do Sétimo Dia no norte do Rio Grande do Sul foram ordenados no sábado, 24 de outubro, na igreja do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS), em Taquara. Promovida pela Associação Norte do Rio Grande do Sul (ANRS), escritório administrativo da Igreja na região, a cerimônia reconheceu o chamado e a preparação dos participantes para o exercício pleno do ministério.
A ordenação de pastores ocorre após um período de atuação, acompanhamento e avaliação pela Igreja. Durante a cerimônia, a oração com imposição de mãos expressa esse reconhecimento e a dedicação dos ordenados ao serviço cristão.
Realizada das 15h às 17h30, a programação incluiu a apresentação das biografias, mensagens musicais, voto ministerial, investidura e entrega de certificados e credenciais. O pastor Williams Moreira César, líder de Mordomia da União Sul Brasileira (USB), apresentou o sermão e conduziu a oração de ordenação. Estiveram presentes, pastores distritais, amigos e familiares,além da administração do campo e outros convidados. As esposas também receberam uma saudação durante o programa.
Pastores departamentais e distritais acompanham a cerimônia. (Foto:divulgação)
Pastores que apresentaram a ordenação. (Foto: divulgação)
Grupo pastoral realiza apresentação de louvores durante o programa. (Foto: divulgação)
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Preparação e acompanhamentoSegundo Bruno Schäffer, líder ministerial da ANRS, responsável pelo acompanhamento dos pastores, a ordenação confirma o chamado após uma etapa de desenvolvimento no trabalho pastoral. Esse período, conhecido como aspirantado, pode durar de quatro a seis anos e inclui avaliações anuais, encontros de orientação e acompanhamento individual.
Ao longo dessa fase, a Igreja observa a aptidão do pastor e seu amadurecimento para assumir todas as atribuições do ministério. Schäffer explica que, enquanto aspirante, o pastor precisa de autorização da administração regional para realizar batismos. Após a ordenação, passa também a poder oficiar cerimônias de casamento.
“A ordenação realmente é um marco na vida de um pastor, porque confere a ele a autoridade para desenvolver plenamente o trabalho ministerial”, afirma.
Membros da IASD realizam homenagem à pastor ordenado. (Foto: divulgação)
Convidados durante a Ordenação Ministerial ANRS. (Foto: divulgação)
Livreto da Ordenação Ministerial. (Foto: divulgação)
Um chamado que atravessou fronteiras
Para Alexander Santos, um dos pastores ordenados, a cerimônia confirmou uma decisão tomada ainda na adolescência. Aos 16 anos, ele reconheceu o chamado para o ministério e iniciou uma trajetória que o levaria a estudar Teologia na Universidade Peruana Unión (UPeU), no Peru.
Em 2020, Alexander veio ao Rio Grande do Sul para um trabalho missionário. Com a pandemia, não conseguiu retornar ao Peru e precisou reorganizar os planos. Em 2021, deu continuidade à formação na Faculdade Adventista da Bahia (Fadba), onde concluiu o curso em 2022. No final daquele ano, recebeu o chamado para trabalhar na ANRS.
Depois de três anos como pastor auxiliar na Igreja Adventista Central de Novo Hamburgo, assumiu, em 2026, o desafio de atuar na implantação de uma igreja em Antônio Prado, por meio da Missão Global. Ao lado da esposa, Larissa, acompanha o desenvolvimento do trabalho e encontra nas decisões das pessoas uma confirmação diária de sua vocação.
“A maior confirmação é ver pessoas decidindo seguir a Cristo”, fala. Para ele, os estudos bíblicos, as classes bíblicas e as semanas de evangelismo são oportunidades de ajudar outras pessoas a conhecer Jesus.
Ao recordar a cerimônia, Alexander destaca o significado da imposição de mãos. “Para mim, a ordenação é a confirmação de que Deus me levantou, junto com meus amigos, para fazer parte dos pastores que vão preparar o rebanho para o encontro com o Bom Pastor.”
Pastor Bruno, Alexander e sua esposa, Larissa, após receber o certificado da ordenação. (Foto: divulgação)
Uma trajetória de fé, educação e serviço
O pastor escolar Filipe Dias também reconhece na ordenação a confirmação de um chamado recebido na juventude. Criado na Igreja Adventista e aluno da Educação Adventista durante toda a vida escolar, ele conta que foi na colportagem, atividade missionária de distribuição e venda de literatura cristã, que sua decisão pelo ministério pastoral se tornou clara.
Dos 18 aos 28 anos, foram cerca de dez anos de caminhada, passando pelo seminário teológico, por experiências missionárias e pelo trabalho como pastor escolar. Ao olhar para esse percurso, Filipe identifica a direção de Deus em cada etapa.
“A ordenação pastoral foi um momento extremamente emocionante e significativo, porque representou a confirmação de um chamado que Deus fez ainda na minha juventude”, relata.
A presença dos pais, da irmã, da avó e dos tios tornou a ocasião ainda mais especial. Filipe destaca que o apoio familiar fez parte de sua preparação e ressalta a parceria da esposa, Victoria, com quem compartilha os desafios, as alegrias e o compromisso com a missão.
“Mais do que um reconhecimento, ela representa um compromisso renovado com Deus e com a missão que Ele me confiou”, enfatiza. Para o pastor, esse compromisso se manifesta no cuidado diário com as pessoas e na própria vida espiritual. “Ser pastor significa compreender que, antes de qualquer título ou reconhecimento, precisamos ter um coração consagrado a Deus e disposto a servir”,conclui.
Momento da imposição de mãos por todos os pastores presentes aos ordenados. (Foto: divulgação)
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