O encontro reuniu líderes de diferentes gerações do Ministério da Mulher (Foto: Vitória Sousa)

O Encontro de Liderança Feminina reuniu cerca de 500 líderes do Ministério da Mulher, no último dia 12. O Colégio Adventista de Imperatriz, em Imperatriz (MA), diretoras, secretárias, tesoureiras e outras integrantes do departamento nas congregações locais formaram o público da programação. Durante o encontro, as palestrantes apresentaram orientações sobre gestão de equipes e relacionamento com as pessoas. Além disso, abordaram a importância de preservar a vida espiritual enquanto se acompanha outros membros.

O Ministério da Mulher da Associação Sul-Maranhense organizou a capacitação. Segundo Vanessa Barros, coordenadora do departamento para toda a região sul do Maranhão, a participação nos projetos promovidos pela Igreja ainda varia de um local para outro.

Material apresentado às participantes reúne as prioridades estratégicas da Igreja Adventista para o quinquênio. (Foto: Vitória Sousa)

“Percebemos que, em alguns distritos, o envolvimento é maior, os projetos acontecem e dão resultados. Queremos que as mulheres conheçam o que pode ser aplicado e sejam motivadas a realizar também”, explica.

Assim, a organização espera que as ações desenvolvidas nas igrejas contribuam para o crescimento espiritual dos membros e ampliem o envolvimento missionário.

Comunicação que mobiliza A programação mostrou como a comunicação influencia o relacionamento das líderes com suas equipes. (Foto: Vitória Sousa)

A jornalista Betina Pinto participou como principal convidada da edição realizada em Imperatriz. Ela atua como gerente de Comunicação da Faculdade Adventista do Nordeste e apresentadora da TV Novo Tempo. Em suas palestras, Betina abordou o impacto das palavras e a maneira como uma orientação chega às pessoas.

Para a jornalista, a comunicação pode aproximar o público da mensagem ou criar barreiras. Esse cuidado faz parte da rotina das responsáveis pelo Ministério da Mulher, pois elas precisam explicar projetos e mobilizar suas equipes.

“A comunicação pode ser uma ponte para levar ao céu ou um muro que impede outras pessoas de chegarem a ele”, afirma. Nesse contexto, o conteúdo de uma fala importa, mas a maneira de apresentá-lo influencia a reação de quem ouve. “O que a gente diz importa, mas a forma como a gente diz importa muito”, acrescenta.

Vanessa também ressalta que o conhecimento técnico, por si só, não garante o envolvimento de uma equipe. Para que um plano saia do papel, a responsável precisa construir relações de confiança e deixar claro o que cada pessoa deve fazer.

“Podemos ser líderes capazes intelectualmente e tecnicamente, mas, se não soubermos lidar com pessoas, se não deixarmos os planos claros e motivá-las, as lideradas não se moverão para colocá-los em prática. Primeiro elas aceitam as pessoas, depois os planos”, ressalta.

Participantes compartilham testemunhos durante a programação (Foto: Vitória Sousa)

Por isso, a coordenadora espera que o conteúdo influencie a postura das participantes nas congregações. Ela deseja ver líderes mais empáticas, atentas à maneira de se comunicar e preparadas para mobilizar suas equipes. Ao mesmo tempo, o cuidado com a vida espiritual deve acompanhar o trabalho realizado nas igrejas.

Leia Também: Cuidar para acompanhar Líderes do Ministério da Mulher receberam orientações para aplicar nas equipes e nos projetos das congregações locais. (Foto: Vitória Sousa)

Além das orientações sobre trabalho em equipe, a programação incentivou as participantes a observarem a própria rotina. A reflexão mostrou que acompanhar outras pessoas também exige atenção à comunhão pessoal com Deus.

Larissa Rodrigues, da Igreja Parque Alvorada 1, no distrito de Vila Nova, relacionou o conteúdo apresentado ao desenvolvimento dos projetos locais. Segundo ela, o preparo espiritual influencia a atuação na congregação e o relacionamento entre as integrantes da equipe.

“A partir do momento em que a gente está firmada na rocha e cresce espiritualmente, consegue desenvolver vários projetos e propostas”, relata. A partir dessa reflexão, Larissa pretende fortalecer sua comunhão pessoal e familiar. Ela também quer apoiar outras integrantes da igreja, inclusive aquelas que começam a assumir responsabilidades.

Já Mariana Fernandes, do distrito de São Pedro d’Água Branca, relacionou o assunto a uma situação vivida em casa. Com um bebê recém-nascido, ela contou que, em alguns dias, inicia as tarefas e os cuidados com o filho antes de reservar tempo para a oração.

A palestra de Betina levou Mariana a reconsiderar essa prioridade e a necessidade de cuidar da própria vida espiritual antes de orientar outras pessoas. “A nossa caminhada cristã é uma construção, dia após dia. Eu vejo que tenho que aprender isso a cada dia, crescer espiritualmente e cuidar de mim”, afirma.

Ao retornar para casa, Mariana pretende transformar a reflexão em uma mudança de hábito. Mesmo com as demandas da maternidade e da rotina familiar, ela quer voltar a reservar o início da manhã para a oração.

Movimento crescente

Antes da edição em Imperatriz, Santa Inês recebeu o Encontro de Liderança Feminina no dia 6 de junho. A programação ocorreu na Igreja Adventista Central do Distrito 1 e reuniu 288 líderes do Ministério da Mulher.

As mesmas palestrantes participaram das duas edições. Em Santa Inês, elas abordaram a comunicação, os projetos do Ministério da Mulher e as ênfases da Igreja Adventista para o quinquênio: identidade adventista, novas gerações, discipulado e liderança.

FONTE/CRÉDITOS: Amanda Talita