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Duas moradoras do Minizoo de Canoas estão de casa nova. As gatas-do-mato Mãe e Safira ganharam um novo recinto, inaugurado nesta sexta-feira (7). O espaço é mais amplo e foi planejado para oferecer melhores condições de bem-estar às felinas.
Segundo a equipe do zoológico, o novo ambiente conta com mais áreas para descanso e esconderijo, além de maior proteção contra eventos climáticos. A mudança foi realizada cerca de uma semana antes da inauguração, permitindo que os animais se adaptassem ao novo espaço.
Mãe é uma gata-do-mato-grande de 20 anos, enquanto Safira, de 11 anos, é uma gata-do-mato-pequeno. As duas chegaram ao Minizoo em 2006 e 2015, respectivamente, após serem resgatadas de situações de cativeiro. Desde então, vivem no mesmo espaço e recebem acompanhamento diário da equipe responsável pelos animais.
Por terem hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, as duas felinas não participaram da solenidade de inauguração. Durante o evento, elas permaneceram escondidas no recinto.
Parceria pela conservação
A construção do novo espaço contou com a participação de instituições e organizações ligadas à pesquisa e à conservação de felinos silvestres.
Entre elas está o projeto Felinos do Pampa, do Instituto Pró-Carnívoros, voltado à pesquisa, ao monitoramento e à conservação de espécies de carnívoros neotropicais. A iniciativa também teve participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Geoffrey’s Cat Working Group (GCWG) e do Bird and Mammal Evolution, Systematics and Ecology Lab.
Também apoiaram a iniciativa a Panthera Brasil, Big Cat Rescue e Small Wild Cat Conservation Foundation (SWCCF). A obra foi executada pela Athena Construção e Paisagismo, responsável pela administração do Minizoo.
De acordo com pesquisadores envolvidos na iniciativa, recintos como o novo espaço podem ser importantes para receber animais vítimas de conflitos com seres humanos, possibilitando cuidados e, em alguns casos, processos de reabilitação.
Espécie vulnerável
O gato-do-mato ocorre em áreas do Pampa e está classificado como espécie vulnerável. A conservação desses animais envolve ações de pesquisa, monitoramento e proteção de seus habitats naturais.
Mais do que uma mudança de espaço, o novo recinto representa uma estrutura pensada para acompanhar as necessidades de Mãe e Safira ao longo dos próximos anos. Para animais resgatados e mantidos sob cuidados humanos, ambientes adequados ajudam a garantir conforto, proteção e condições mais próximas de seus comportamentos naturais.
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