Escola de Missões reune funcionários da Associação Espírito Santense (Foto: Gustavo Silva)

A missão começa antes da viagem. Com esse propósito, funcionários da Associação EspíritoSantense (AES), sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Centro-Norte do Espírito Santo, participaram da Escola de Missões promovida pelo Serviço Voluntário Adventista (SVA) entre os dias 10 e 13 de agosto. O treinamento teve como foco o preparo espiritual e missionário dos participantes que, nos próximos dias, seguirão para a cidade de Itanhomi, em Minas Gerais.

Segundo o pastor Alberto Reiter, responsável pelo Serviço Voluntário Adventista na região, a programação teve um significado especial por marcar um momento importante da história missionária da igreja no território. A Escola de Missões foi realizada em preparação para a entrega da igreja plantada em Itanhomi à administração da Associação Mineira Leste (AML).

A iniciativa faz parte do projeto da União Sudeste Brasileira (USEB) - que abrange os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais -, “Em cada cidade, uma igreja”, que busca ampliar a presença adventista em localidades ainda não alcançadas.

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Por esse motivo, os colaboradores da sede administrativa participaram de uma semana dedicada à missão, com momentos de estudo, reflexão, consagração e fortalecimento espiritual. A programação também contou com testemunhos de missionários transculturais que atualmente servem na Janela 10/40, uma das regiões mais desafiadoras do mundo para a pregação do evangelho.

“As experiências compartilhadas mostraram que a missão vai muito além da implantação de uma igreja. É sobre criar relacionamentos, servir às pessoas e testemunhar do amor de Cristo em diferentes realidades culturais”, destacou o pastor.

Voluntários que atuaram em missão no Peru, compartilhando suas experiências (Foto: Gustavo Silva)

Entre os convidados estava o casal Ellen Karolina e Thomas Kesley, que há seis meses atuam como missionários na Tailândia. Após deixarem suas carreiras como arquitetos no Brasil, os dois passaram a trabalhar como professores em uma escola no país asiático. Para Ellen, o desejo de servir em uma missão transcultural surgiu anos atrás, quando participou de um projeto missionário na Dinamarca.

Depois do casamento, ela compartilhou esse sonho com o marido e, com o tempo, ambos sentiram o chamado para servir juntos. Uma das experiências mais marcantes aconteceu logo na chegada ao país. “Chegamos à escola e vimos crianças budistas fazendo a oração do Pai Nosso e aprendendo sobre a Bíblia. Aquilo nos emocionou muito”, relembrou Ellen.

Ellen e Thomas visitando região carente da cidade para falar de Jesus (Foto: Arquivo pessoal)

Além das atividades na escola, o casal também participa de ações sociais aos sábados em comunidades carentes, onde ensinam inglês às crianças e compartilham histórias bíblicas. Segundo eles, as crianças acabam se tornando uma ponte para alcançar também as famílias da região. Para Thomas, a jornada missionária tem sido uma demonstração constante do cuidado de Deus. “Valeu a pena. Essa experiência aumentou a minha fé e me fez perceber o cuidado de Deus em todos os detalhes”, afirmou.

Durante a apresentação aos participantes da Escola de Missões, Ellen também deixou uma mensagem de incentivo para aqueles que em breve estarão em campo. “O maior testemunho que vocês vão dar é a forma como tratam as outras pessoas. Sempre tratem as pessoas com amor, porque através de vocês elas vão conhecer Jesus”, orientou.

Ellen e Thomas com crianças atendidas pelos projetos missionários (Foto: Arquivo pessoal)

Entre os voluntários que se preparam para viver essa experiência está a advogada Nycolle Inácio. Participando de uma missão pela primeira vez, ela integrou a equipe responsável pelos momentos de oração intercessora durante a Escola de Missões e, em Itanhomi, atuará nas equipes de louvor e Desbravadores.

Segundo Nycolle, o desejo de viver uma nova experiência e contribuir para a comunidade foi o que a motivou a aceitar o convite. “O que me motivou foi viver uma experiência nova. Minha expectativa é que consigamos deixar uma boa marca naquela cidade, especialmente para as crianças e adolescentes, porque vamos trabalhar na abertura de um Clube de Desbravadores”, contou.

Ela destacou ainda que os momentos de comunhão vividos durante a semana de treinamento tiveram papel fundamental na preparação dos participantes. “Antes de sairmos para falar sobre Jesus para as pessoas, precisamos estar vivendo aquilo que vamos compartilhar. Precisamos estar em comunhão e preparação para isso. Por isso, esses momentos de oração em prol da missão são essenciais”, ressaltou.

Nycolle participando dos momentos de oração e preparação espiritual na Escola de Missões (Foto: Gustavo Silva)

Ao reunir testemunhos, consagração e capacitação missionária, a Escola de Missões reafirmou o compromisso da Associação Espírito Santense com a expansão da obra missionária. Mais do que preparar uma viagem, a iniciativa fortaleceu o propósito de servir pessoas, construir relacionamentos e compartilhar esperança, valores que em breve acompanharão os voluntários em mais uma etapa da missão em Itanhomi.

FONTE/CRÉDITOS: Sara Costa