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Desbravadores celebram durante Campori Gaúcho. (Foto: divulgação)
O lenço amarelo acompanhou desbravadores e líderes em diferentes espaços da rotina durante a Semana do Lenço 2026. A mobilização antecedeu o Dia Mundial dos Desbravadores, celebrado no sábado, 19 de setembro, com o tema “Fala, Senhor!”.
Ao longo da semana, os participantes realizaram desafios que envolveram habilidades, criatividade e relacionamento. Além disso, foram incentivados a usar o lenço na escola, no trabalho e em outros ambientes.
A proposta buscou fortalecer a identidade dos participantes e tornar o movimento conhecido para além das atividades regulares dos clubes.
Semana do LençoPara o pastor Douglas Pino, líder dos clubes de Desbravadores e Aventureiros da Associação Norte do Rio Grande do Sul (ANRS), os desafios ajudam os participantes a vivenciarem o movimento em diferentes ambientes.
Entre as propostas, estiveram convidar um amigo, ensinar uma habilidade e realizar uma atividade artística. Ao mesmo tempo, os participantes foram incentivados a permanecer com o lenço durante suas atividades cotidianas.
Atualmente, o Clube de Desbravadores está presente em 135 igrejas do campo, segundo o pastor Douglas. Além das congregações com clubes ativos, o departamento trabalha para retomar as atividades em igrejas que já tiveram o projeto.
Para o líder, essa presença representa uma oportunidade de alcançar não apenas crianças e adolescentes, mas também suas famílias.
“Este é um departamento que atrai não só os adolescentes, mas também as suas famílias e apresenta Jesus de uma maneira prática, lúdica e que fica para o resto da vida deles”, destaca.
Histórias que começam no clubeA experiência de Arthur Blauth mostra alguns dos desafios enfrentados por quem atua diretamente com adolescentes. Há cerca de um ano e meio no clube, ele começou como conselheiro associado e atualmente é conselheiro principal.
Arthur acompanha adolescentes de 13 anos e destaca que o trabalho vai além das brincadeiras. Para ele, cada participante chega ao clube com uma história, uma criação familiar e necessidades diferentes. “Todo esse escopo faz com que a gente precise se aproximar deles, lidar com calma, criar uma amizade para eles se interessarem cada vez mais”, explica.
Além das atividades práticas, os conselheiros também acompanham momentos teóricos e estudos bíblicos. Dessa forma, o vínculo criado com os adolescentes se torna parte importante do processo de formação.
Clube de Desbravadores em igreja local comemoram data mundial. (Foto: divulgação)
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A história de Amanda Costa começou quando ela tinha 15 anos. Na época, um amigo, que posteriormente se tornou seu esposo, a convidou para conhecer o Clube de Desbravadores. Ela gostou da experiência e permaneceu no movimento. Ao longo de aproximadamente 23 anos, passou por diferentes funções, como conselheira, secretária, vice-diretora e diretora.
Posteriormente, Amanda também se tornou líder de Desbravadores e atuou no Ministério dos Aventureiros. Atualmente, é coordenadora de área dos Aventureiros.
Para ela, a liderança foi uma habilidade desenvolvida ao longo da caminhada. Além disso, o trabalho com crianças e adolescentes trouxe aprendizados que ela não esperava encontrar. “Eu não esperava e nem tinha essa noção que poderia liderar crianças e adolescentes”, conta.
Amanda também identifica mudanças pessoais provocadas pela experiência. Segundo ela, o clube contribuiu para desenvolver paciência, criatividade e capacidade de liderança. “Com o clube, acaba desenvolvendo a liderança, a criatividade. Então tem sido algo inspirador”, revela.
A história também atravessou gerações. Mais de duas décadas depois de sua entrada no clube, o pai e a sobrinha de Amanda também lideram o mesmo clube onde ela começou.
Do clube ao altarA trajetória de Alana Malma começou aos 11 anos. Depois de participar como desbravadora, ela passou para a diretoria e, aos 18 anos, tornou-se diretora associada. Após se mudar de Carazinho para Novo Hamburgo, Alana passou a colaborar em iniciativas de formação. Entre elas, estão o CTBD EAD, voltado às diretorias dos clubes, e a Fábrica de Líderes.
Atualmente, ela atua como secretária da Área Alpha, na região de Novo Hamburgo. Em 2023, também concluiu sua classe de líder e recebeu o lenço durante o Campori da União, em 13 de outubro. Entretanto, a trajetória de Alana ganhou outro capítulo dentro do próprio universo dos desbravadores. Foi durante o curso de liderança, em 2023, que ela conheceu o homem que posteriormente se tornaria seu esposo.
Depois de um período de namoro à distância, o casal se casou no primeiro dia da Semana do Lenço de 2024. Na ocasião, os participantes levaram seus lenços para registrar uma fotografia com os recém-casados.
Alana, com vestido branco, no centro, ao lado de seu esposo, Luiz Felipe, juntamente com seu Clube de Desbravadores. (Foto: arquivo pessoal)
Uma experiência que permanece ao longo da vida
A trajetória do pastor Douglas também começou como desbravador. Ao longo dos anos, ele passou por diferentes funções no clube, incluindo conselheiro, secretário, distrital, regional e coordenador de campo. Hoje, são 12 anos à frente do ministério de Desbravadores e Aventureiros. No Rio Grande do Sul, sua atuação nesse trabalho já soma 11 anos.
Por isso, ao falar sobre o impacto do clube, Douglas também recorre à própria experiência. Para ele, o movimento deixa marcas que permanecem mesmo depois da adolescência. “A gente encontra hoje desbravadores mais velhos que foram desbravadores na sua adolescência e eles falam com carinho, falam do tempo que passaram no clube”, conta.
Segundo o líder, muitos desses antigos participantes relacionam diretamente sua formação à experiência vivida no clube. “Eu sou quem eu sou porque eu passei pelo clube”, afirma.
A Semana do Lenço, portanto, representa mais do que uma mobilização para usar um símbolo do uniforme. A iniciativa cria oportunidades para que os participantes expressem sua identidade, fortaleçam vínculos e compartilhem valores cristãos em diferentes espaços.
No sábado, 19 de setembro, a mobilização culminou no Dia Mundial dos Desbravadores. Neste ano, a celebração teve como tema “Fala, Senhor!”, baseado em 1 Samuel 3:10.
Assim, histórias como as de Arthur, Amanda, Alana e Douglas mostram diferentes etapas de uma mesma jornada. Para além das atividades, o Clube de Desbravadores contribui para desenvolver habilidades, relacionamentos e experiências de fé que podem permanecer ao longo da vida.
Desbravadores durante o último Campori do Rio Grande do Sul. (Foto: divulgação)/Dê sua opinião
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