Reino Unido divulga documentos sobre investigação contra ex-príncipe Andrew após pressão ligada ao caso Epstein

O britânico Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como Príncipe Andrew, olha em volta ao sair após participar da missa matinal de Páscoa na Capela de São Jorge, Castelo de Windsor, Inglaterra, em 20 de abril de 2025.
AP/Kirsty Wigglesworth, Arquivo
O governo britânico divulgou nesta quinta-feira (21) documentos confidenciais ligados à nomeação do ex-príncipe Andrew como enviado comercial do Reino Unido, em meio à repercussão das ligações dele com o financista Jeffrey Epstein.
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A publicação aconteceu alguns meses depois de parlamentares acusarem o irmão do rei de priorizar sua amizade com Epstein em detrimento da nação.
Andrew Mountbatten-Windsor, segundo filho da falecida Rainha Elizabeth II, atuou como Representante Especial do Reino Unido para Comércio e Investimento Internacional entre 2001 e 2011. No cargo, ele viajou para diversos países e se reuniu com empresários e autoridades de alto escalão, sem receber salário.
Os documentos históricos mostram que a Rainha Elizabeth II apoiou ativamente a nomeação de Andrew Mountbatten-Windsor. Em uma carta divulgada pelo governo, o chefe de uma associação comercial escreveu: “a Rainha está muito interessada em que o Duque de York assuma um papel de destaque na promoção dos interesses nacionais”.
Outro documento, enviado a funcionários do comércio britânico ao redor do mundo, alertava que o “alto perfil público” de Andrew exigiria “uma gestão cuidadosa e, às vezes, rigorosa da mídia”.
O ministro do Comércio do Reino Unido, Chris Bryant, afirmou ao Parlamento que o governo não encontrou evidências de que tenha sido realizada uma verificação formal de antecedentes ou análise de segurança antes da nomeação do ex-príncipe para o cargo.
As informações são da agência de notícias Associated Press.
Ex-príncipe Andrew e Jeffrey Epstein
Reprodução / Fantástico
Andrew atuou como enviado especial para comércio internacional entre 2001 e 2011, mas deixou a função após críticas relacionadas às suas conexões com figuras controversas na Líbia e no Azerbaijão.
O ex-príncipe perdeu seus títulos reais no ano passado, em meio aos desdobramentos do escândalo envolvendo Epstein. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostraram como o financista utilizava uma rede internacional de pessoas influentes para obter poder e explorar sexualmente mulheres e adolescentes.
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