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Canoas RS,20/05/2026

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Lucas Engel volta ao circuito aos 44 anos e entra para a história do tênis brasileiro

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Lucas Engel volta ao circuito aos 44 anos e entra para a história do tênis brasileiro

O hamburguense Lucas Engel voltou às quadras do circuito profissional quase duas décadas depois da aposentadoria e entrou para a história do tênis brasileiro. Aos 44 anos, o ex-tenista disputou a chave de duplas do torneio future de Maringá (PR) ao lado do paulista Paulo Camargo, de 54 anos, e a parceria conquistou um feito inédito: tornar-se a dupla mais velha a entrar em quadra em um torneio do circuito da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) no Brasil.




Lucas Engel com o reconhecimento do RankBrasil - Recordes Brasileiros  | abc+










Lucas Engel com o reconhecimento do RankBrasil – Recordes Brasileiros



Foto: Arquivo Pessoal





O recorde já foi reconhecido pelo RankBrasil – Recordes Brasileiros e agora foi encaminhado para homologação mundial, junto ao Guinness World Records. “É estranho, sabe? Porque eu já não jogo há 18 anos. Então eu aceitei essa empreitada do Paulo, que foi meu parceiro de dupla, de retornar ao circuito. E óbvio, não pensando nessa premiação do Guinness, mas sim em voltar aos torneios”, contou Engel.


Ex-top 300 do mundo em simples e dono da melhor marca de 207º do ranking da ATP em duplas, Lucas voltou ao ambiente competitivo em uma realidade muito diferente daquela que viveu como profissional. Segundo ele, o ritmo intenso dos jovens atletas foi um dos pontos que mais chamou atenção.


“Hoje o circuito é muito mais rápido do que antigamente. Ainda mais agora, eu com 44 anos. No jogo, a gente acabou sentindo um pouquinho a velocidade. A gurizada que a gente enfrentou tinha 21, 26 anos. Os caras treinam todos os dias, fazem preparação física, dois turnos de treino. É muito diferente”, relatou.


Mesmo com a derrota em quadra, Engel valorizou a experiência e o simbolismo do feito. Para ele, a participação serve também como inspiração para pessoas que desejam seguir desafiando os próprios limites.


“Foi muito legal porque a gente faz parte dessa história. Isso mostra que, independente da idade, todo mundo pode se motivar para alcançar alguma coisa, algum título, alguma conquista. Foi legal para mostrar que as pessoas podem continuar jogando, participando e trabalhando depois de um certo momento da vida.”


Curta preparação


A preparação para o torneio aconteceu em meio à rotina intensa de aulas na Sociedade Aliança, em Novo Hamburgo, onde Lucas atua como treinador. Sem a possibilidade de treinar em tempo integral, ele precisou adaptar os trabalhos físicos e técnicos ao pouco tempo disponível.


“O tempo que eu tinha de descanso, eu acabava treinando. Mas precisava dosar para não lesionar. A gente treinava e no outro dia eu já estava dolorido. Não estou mais acostumado com essa intensidade”, afirmou. O retorno às quadras profissionais, inclusive, terminou com dores no cotovelo.


Mesmo assim, a dupla pretende seguir em atividade de forma pontual, buscando convites para novos torneios no circuito. “A ideia é seguir jogando, lógico. Mas não dá para fazer um calendário como antigamente. Agora a gente precisa primeiro curar as lesões, se preparar melhor e depois pensar em novos torneios”, disse.


Lucas também aproveitou para agradecer a um grande apoiador. “A participação em Maringá só foi possível graças ao apoio da empresa Paipe, patrocinadora da viagem e dos custos da competição”, encerrou.


Henrique Engel sobre retorno do filho ao circuito ATP: “Tem que ter coragem”


O retorno de Lucas Engel às quadras profissionais também mexeu com quem acompanhou de perto toda a trajetória do hamburguense no esporte. Pai do ex-tenista, Henrique Engel admite que recebeu com surpresa a decisão do filho de voltar a disputar uma competição do circuito internacional depois de tantos anos longe do alto rendimento.




Henrique Engel, pai de Lucas | abc+










Henrique Engel, pai de Lucas



Foto: Arquivo Pessoal





Ex-jogador profissional de basquete, com passagens por equipes fora do Brasil, Henrique conhece as exigências físicas e mentais do esporte competitivo. Por isso, afirma que a iniciativa de Lucas e do parceiro Paulo Camargo vai além do resultado conquistado dentro de quadra.


“Quem conhece o esporte sabe o quanto isso é difícil. É muito tempo afastado da velocidade do jogo, do ritmo, da intensidade. Por isso, achei admirável a coragem que eles tiveram de aceitar esse desafio”, afirmou.


Para Henrique, o principal mérito da dupla foi justamente encarar a experiência sem esconder as limitações naturais impostas pelo tempo longe das competições profissionais.


“Eles sabiam que poderiam enfrentar dificuldades e mesmo assim foram lá. Abriram o peito e aceitaram o desafio. Isso, para mim, já merece aplausos”, destacou.


O ex-atleta também fez um paralelo com a própria carreira. Segundo ele, a vontade de voltar a competir chegou a existir em alguns momentos, mas a resposta física acabou sendo determinante para não seguir adiante.


“A cabeça continua pensando como atleta, mas o corpo já não acompanha da mesma forma. E isso faz parte. Por isso eu admiro ainda mais quem resolve tentar novamente”, comentou.


Henrique acredita que atitudes como a do filho carregam um significado importante justamente por mostrarem que o esporte pode continuar presente em diferentes fases da vida.


“Independentemente da idade, é bonito ver alguém disposto a se desafiar de novo, a sair da zona de conforto e experimentar aquilo mais uma vez. Acho que isso também serve de inspiração para muita gente”, completou.




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