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Canoas RS,20/05/2026

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Neymar convocado: Os números e a trajetória que levaram o camisa 10 de volta à Seleção Brasileira

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Neymar convocado: Os números e a trajetória que levaram o camisa 10 de volta à Seleção Brasileira

Neymar será o camisa 10 da Seleção Brasileira em uma terceira Copa do Mundo. Após meses longe da Amarelinha, o jogador do Santos, que carregou o lendário número eternizado pelo Rei Pelé nos mundiais de 2014 (Brasil), 2018 (Rússia) e 2022 (Catar), apareceu na lista anunciada por Carlos Ancelotti nesta segunda-feira (18).


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Fim do mistério: Carlo Ancelotti anuncia convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo




Após três mundiais, Neymar fica de fora e não vai defender a Seleção Brasileira | abc+










Após três mundiais, Neymar fica de fora e não vai defender a Seleção Brasileira



Foto: Rafael Ribeiro/CBF





O processo que fez Neymar ser questionado como um selecionável não começou agora. Depois da Copa do Mundo de 2022, o craque retornou ao Paris Saint-Germain, onde seguiu até o final da temporada europeia de 2022/2023. No último ano de França, inclusive, teve novamente bom aproveitamento, apesar de desfalcar a equipe em muitas oportunidades. Foram 34 participações diretas em tentos (18 gols e 16 assistências) em 29 partidas disputadas.


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Em agosto de 2023, encerrou sua passagem pela capital francesa e foi à Arábia Saudita para defender as cores do Al-Hilal. Por lá, viveu a pior fase da carreira, com apenas sete jogos e um gol marcado em mais de um ano de clube. Esses números foram influenciados principalmente pela sua pior lesão da carreira. Em outubro de 2023, quando ainda era o cara da Seleção, Neymar sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados durante duelo com o Uruguai. 













No início de 2025, Neymar cumpriu a promessa deixada escrita no vestiário da Vila Belmiro: “Eu vou, mas eu volto”. Em janeiro daquele ano, assinou com o Santos e retornou para casa. No entanto, o clube não era mais o mesmo dos tempos de glória daquele menino da Vila. E o jogador também não.


Tentando liderar um time completamente desestruturado — e claramente longe da aptidão física para tal —, Neymar teve uma primeira temporada em seu retorno ao Brasil marcada por números discretos, além de muitas lesões e jogos ausente.


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Em três oportunidades no ano de 2025 (março, abril e setembro), Neymar teve lesões na coxa e ficou fora de combate. Mais ao final do ano, em novembro e na reta final do Brasileirão, com o Santos brigando contra o rebaixamento, o camisa 10 passou a sentir um incômodo no joelho esquerdo, correndo risco de desfalcar o time pelo restante da temporada.


Com três jogos faltando para o fim do campeonato e o Peixe na zona da degola, Neymar foi para o sacrifício. O primeiro foi diante do Sport Recife, na Vila, onde o craque atuou os 90 minutos, fez um gol e deu uma assistência na vitória santista por 3 a 0.


O compromisso seguinte foi diante do Juventude. No Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, Neymar marcou três vezes em mais um triunfo por 3 a 0 da sua equipe. 


Na última rodada do Brasileirão, não marcou, mas ficou em campo até o final e confirmou a permanência do Santos na Série. Em nova vitória por 3 a 0, desta vez sobre o Cruzeiro e novamente na Vila, Neymar…


No apagar das luzes da temporada, o camisa 10 contabilizava apenas 28 partidas no ano, marcando 11 gols e concedendo quatro assistências aos companheiros. Foram cerca de 20 jogos fora de combate por conta de quatro lesões, além de eventuais controles de carga. Com a inconsistência como principal motivo apontado por Carlo Ancelotti, não foi chamado nenhuma vez para a Seleção.













Temporada de 2026


Enfim chegou o ano da Copa do Mundo. O ano do “agora vai”. O problema foi que, mais uma vez, Neymar não conseguiria ter uma pré-temporada junto ao elenco. Após ajudar o Santos a permanecer na primeira divisão nacional, ainda no final de 2025, o craque foi submetido a uma cirurgia no menisco do joelho esquerdo, voltando a treinar com bola somente no final de janeiro de 2026.


A estreia do jogador em 2026 ocorreu somente no dia 15 de fevereiro, quando entrou no intervalo da partida diante do Velo Clube, pela primeira fase do Campeonato Paulista. Na ocasião, ainda aparentando estar sem confiança para jogadas mais velozes ou mudanças de direção, deu uma assistência e ajudou a fechar a conta da goleada por 6 a 0.


Não só para Neymar, a temporada também prometia coisas melhores para o Santos. O clube trouxe já para a disputa do Campeonato Paulista seis reforços: o zagueiro Lucas Veríssimo, o volante Christian Oliva, o meia Gabriel Menino, e os atacantes Rony, Moisés e Gabriel Barbosa. Desta forma, formava-se um elenco robusto sob o comando de Juan Pablo Vojvoda e mais preparado para acompanhar os raciocínios do camisa 10.


Uma semana depois do compromisso diante do Velo Clube na Vila, tivemos novamente Neymar em campo. Desta vez, o craque começava entre os titulares da equipe santista, que encarou o Grêmio Novorizontino, ainda pelo estadual, só que na fase de quartas de final. No entanto, não ajudou a equipe, que acabou eliminada do torneio.


Quatro dias depois, estreia de Neymar no Campeonato Brasileiro de 2026. Em duelo diante do Vasco, válido pela 4ª rodada da competição, acaba com o jogo: duas buchas dele na vitória por 2 a 1. Foi a grande ele na temporada até então, com 58 ações com a bola, demonstrando a liderança técnica que se espera de um jogador desse nível.


Neymar não apareceu em nenhuma convocação de Ancelotti, mas teve a oportunidade de se apresentar presencialmente ao treinador. No dia 10 de março, o italiano viajou para o interior paulista para acompanhar Mirassol x Santos, provavelmente para ver de perto o atleta. No entanto, de última hora, o clube informou que seu camisa 10 não atuaria. O motivo: controle de carga.


Pouco depois, no dia 16, ficou fora da lista de Carleto mais uma vez. Em coletiva de imprensa no dia da convocação, o comandante evitou falar sobre o jogador, mas, quando questionado, explicou que sua ausência se dava por questões físicas e não técnicas, deixando claro que, se quisesse ir à Copa, Neymar precisaria ter sequências de jogos.


“Neymar pode estar na Copa do Mundo também. Se ele pode chegar à próxima Copa do Mundo 100%, ele pode estar na Copa do Mundo. Por que não está nesta lista agora (em março)? Porque não está 100%. É preciso jogadores 100% agora. Mas como eu disse, na lista final o discurso é outro. Neymar tem que seguir trabalhando e jogando, mostrando suas qualidades em uma boa condição física”, detalhou o mister.


Na sequência, elogiou o jogador tecnicamente, mas seguiu afirmando que a parte física seria um empecilho “É uma avaliação física. Não é uma avaliação técnica. Neymar, com bola, está muito bem. Para a comissão técnica, para mim, não está no 100% de suas possibilidades. Esta é uma opinião minha e de toda a comissão que vê e verá os jogos dele nos próximos meses”, acrescentou.




Ancelotti justificou ausência de Neymar na convocação da Seleção em março por incapacidade física | abc+










Ancelotti justificou ausência de Neymar na convocação da Seleção em março por incapacidade física



Foto: Rafael Ribeiro/CBF





O camisa 10, então, volta a ficar fora por mais uma rodada, retornando no clássico contra o Corinthians. Aqui Neymar tem uma atuação menos inspirada, mas mesmo assim contribui com uma assistência no empate em 1 a 1.


Na rodada seguinte, o compromisso foi contra o Internacional. Ainda menos capaz de ajudar o time, que cada vez jogava menos futebol, Neymar assiste ao Santos ser derrotado por 2 a 1 pelo time gaúcho. Até marca 1 gol de pênalti nesta partida, mas longe de ser o suficiente para evitar o revés e a demissão de Vojvoda.


Seguindo um padrão, Neymar volta a ficar fora do time em jogos longe de casa e retorna à equipe para o jogo na Vila contra o Remo. Sem muito brilhantismo, dá uma assistência e conduz a equipe, já sob o comando do técnico Cuca, a uma vitória por 2 a 0.


Poupado na partida seguinte, fora de casa, Neymar retorna contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão, atuando nas partidas consecutivas contra Recoleta, pela Copa Sul-Americana, Fluminense, pelo nacional de pontos corridos, e Coritiba, pela Copa do Brasil.


As quatro partidas foram com mando de campo santista, e com o craque atuando por 90 minutos em cada. Na vitória sobre os mineiros e na derrota para os cariocas, passou em branco, assim como no empate com o Coxa. Na igualdade em 1 a 1 pela Sula, balançou as redes dos paraguaios.


Após a sequência, o craque voltou a ser poupado fora de casa pelo Brasileirão, retornando no compromisso no meio de semana contra o San Lorenzo, pela Sul-Americana. No duelo, que terminou em 1 a 1, tivemos um Neymar bastante participativo. Foram 79 ações com a bola, mas sem efetividade: foi apenas uma finalização para fora e nenhuma na meta durante os 90 minutos em campo.


Faltando quatro jogos para a tão sonhada convocação, o plano era claro: atuar em todas as partidas para provar de uma vez por todas que era capaz fisicamente de competir em alto nível. Em paralelo, uma outra polêmica surgia envolvendo o nome do craque. Após uma sessão de treinos, Robinho Jr acusou o companheiro de agressão e notificou o Santos, que afirmou instaurar investigação interna sobre o caso.


Mesmo com as polêmicas, Neymar seguiu o plano e foi até o Paraguai para defender as cores do Peixe diante do Recoleta. O craque jogou a partida do início ao fim. Foram 99 ações com a bola e cinco finalizações, sendo que em uma delas ele balançou o capim no fundo do gol. No entanto, os companheiros não ajudaram e o duelo ficou empatado em 1 a 1.


O Santos enfrentou o RB Bragantino no dia 10 de maio, um dia antes da data limite para os treinadores enviarem a pré-lista de convocados à Fifa. No duelo, Neymar marcou um gol e teve uma boa atuação durante 82 minutos na vitória santista por 2 a 0. Um dia depois, viu pipocar na mídia que seu nome estaria entre os 55 da tal “lista grande” de Ancelloti.


Na última partida antes da divulgação da lista, no domingo, o Santos foi derrotado por 3 a 0 pelo Coritiba, em São Paulo. O camisa 10 se envolveu em uma “polêmica”. Ele foi substituído por engano, já que no papel onde a comissão técnica informa ao árbitro os jogadores que entram e saem, não aparecia o número do craque. Mesmo assim, o quarto árbitro sinalizou a saída do 10.













Números em Copas do Mundo


Com a ausência na próxima Copa do Mundo, dificilmente veremos Neymar defender a Seleção Brasileira em mais um Mundial. Com isso, já é possível olhar para trás e dimensionar o tamanho da trajetória do camisa 10 em Copas.


Em três edições disputadas — 2014, 2018 e 2022 —, Neymar participou de 13 partidas, marcou oito gols e deu quatro assistências aos companheiros. Com esses números, o atacante figura entre os nomes mais produtivos ofensivamente do Brasil nas últimas décadas da competição.


2014: Estreia no Brasil


A primeira Copa do Mundo de Neymar foi a de 2014, disputada no Brasil. Um ano antes, o craque também havia desfilado com a 10 na Copa das Confederações, na qual conduziu a equipe ao título. No maior torneio do mundo, com apenas 22 anos, o então atacante do Barcelona chegou como principal esperança ofensiva da equipe de Luiz Felipe Scolari. Em cinco partidas, marcou quatro gols. Dois deles vieram logo na estreia, na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, na abertura do torneio.


Depois, voltou a balançar a rede duas vezes diante de Camarões, na vitória por 4 a 1 ainda na fase de grupos. O camisa 10 também participou da classificação nas oitavas de final contra o Chile, convertendo a última cobrança brasileira na disputa por pênaltis. Nas quartas, diante da Colômbia, foi atingido nas costas por uma joelhada de Camilo Zúñiga e sofreu uma fratura na vértebra lombar, ficando fora do restante da competição.


Sem o seu principal jogador, o Brasil acabou derrotado pela Alemanha por 7 a 1 na semifinal e depois perdeu para a Holanda por 3 a 0 na disputa do terceiro lugar. Mesmo com a campanha interrompida pela lesão, Neymar terminou o torneio como um dos artilheiros, com quatro gols.













2018: O auge na Rússia


Quatro anos depois, na Copa da Rússia, Neymar chegou já consolidado como estrela mundial após a transferência para o Paris Saint-Germain. Recuperado de uma cirurgia no pé poucos meses antes do torneio, disputou cinco partidas e marcou dois gols.


O primeiro saiu na fase de grupos, na vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica. O segundo veio nas oitavas de final, também na vitória por 2 a 0 sobre o México, partida em que marcou um gol e ainda deu assistência para Roberto Firmino fechar o placar. O Brasil acabaria eliminado nas quartas de final após a derrota por 2 a 1 para a Bélgica.


2022: Só 4 minutos…


Na Copa seguinte, no Catar em 2022, Neymar chegou como o líder técnico de uma geração ofensiva que incluía nomes como Vinícius Júnior e Richarlison. Uma lesão no tornozelo sofrida na estreia contra a Sérvia o tirou dos dois jogos seguintes da fase de grupos.


Ele retornou nas oitavas e marcou de pênalti na goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Nas quartas de final, fez um dos gols mais marcantes da carreira ao abrir o placar na prorrogação contra a Croácia, após driblar o goleiro Dominik Livakovi. O Brasil, porém, sofreu o empate há 4 minutos do apito final, o que levou o jogo para a prorrogação e depois pênaltis, onde o time foi eliminado sem o craque ter a chance de cobrar o seu.













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