'Não aconselharia meus filhos a irem aos EUA', diz líder da Alemanha

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que não recomendaria a seus filhos viajarem para os Estados Unidos para estudar ou trabalhar, tendo em vista o atual "clima social" que prevalece na sociedade americana. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (15), durante um debate com jovens.
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"Hoje, até as pessoas mais bem instruídas nos Estados Unidos estão enfrentando muita dificuldade em encontrar um emprego. Sou um grande admirador dos Estados Unidos. No momento, minha admiração não está aumentando", declarou o líder alemão, que é pai de três filhos.
A fala foi seguida por aplausos da plateia.
"Hoje, eu não aconselharia meus filhos a irem para os EUA, estudarem lá ou trabalharem lá, simplesmente porque um certo clima social se instalou repentinamente no país", disse Merz.
Numa crítica ao "capitalismo puro", o chanceler federal afirmou que é preciso "uma combinação equilibrada" de "economia social de mercado", ao comparar os Estados Unidos com a Alemanha. Ele também instou os jovens a assumirem uma posição mais otimista em relação ao próprio país.
"Acredito firmemente que existem poucos países no mundo que oferecem oportunidades tão grandes, especialmente para os jovens, quanto a Alemanha", completou ele.
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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em 14 de maio de 2026
REUTERS/Thilo Schmuelgen
Repercussão
A declaração de Merz foi rapidamente criticada por Richard Grennel, conselheiro de Donald Trump em política externa e ex-embaixador na Alemanha, que atacou o chanceler na rede X.
"Os alemães têm um líder que não tem estratégia – e é completamente controlado pela mídia woke alemã", tuitou Grennel.
No mês passado, o chanceler federal da Alemanha já havia criticado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o Irã estava "humilhando" Washington na mesa de negociações.
Na sequência do comentário, Trump sugeriu que Merz estava fazendo um trabalho "péssimo" como líder e anunciou abruptamente que os Estados Unidos retirariam 5 mil soldados das suas bases na Alemanha, no que foi encarado como um gesto de retaliação.
Mesmo antes da polêmica sobre o Irã, o chanceler alemão já havia dito que uma "fenda" cultural entre os Estados Unidos e a Europa teria se aberto, devido às guerras culturais promovidas pelo movimento "Make America Great Again" (MAGA) de Trump.
Também nesta sexta, Merz afirmou ter conversado por telefone com Trump, no que ele classificou com "uma boa conversa", apesar das diferenças recentes.
"Tive uma boa conversa telefónica com Donald Trump após o seu regresso da China", escreveu o premiê alemão no X, acrescentando que "os Estados Unidos e a Alemanha são parceiros sólidos no seio de uma Otan forte".
Na mensagem, o chanceler federal apoiou os pontos defendidos por Washington nas negociações para um fim do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.
"Estamos de acordo: o Irã tem agora de se sentar à mesa das negociações. Tem que abrir o estreito de Ormuz. Teerã não deve possuir armas nucleares", escreveu Merz.
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