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Terça-feira, 03 de Novembro 2026

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O que muda do governo Leite para o governo Zucco no RS? Reunião de transição definiu próximos passos

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O que muda do governo Leite para o governo Zucco no RS? Reunião de transição definiu próximos passos

Luciano Zucco (PL) e Eduardo Leite (PSD) Mateus Raugust/Divulgação O atual governador e o governador eleito do Rio Grande do Sul realizaram o primeiro encontro oficial para tratar da transição de gestões do Palácio Piratini nesta sexta-feira (9), na sede do Poder Executivo estadual. Eduardo Leite (PSD) e Luciano Zucco (PL) se reuniram durante quase duas horas, com a presença das equipes de transição. Acertaram que os encontros entre as duas equipes ocorrerão semanalmente, a partir do dia 19 de outubro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “Tivemos uma conversa longa, extensa, e, se nos deixassem, ficávamos conversando mais tempo. Já compartilhamos uma série de dados, preocupações, mas é apenas uma reunião inaugural”, declarou Leite. Zucco também falou: “Estamos realmente felizes. Está sendo muito positivo, da forma organizada pelo governador Eduardo Leite, já está com conta de participar pessoalmente de várias reuniões. O Rio Grande do Sul realmente mostra uma maturidade, não só para o estado, mas para o Brasil, de uma transição muito efetiva”, afirmou Zucco. O governador eleito não deve participar diretamente desta primeira etapa dos trabalhos, pois passará a se dedicar de forma mais direcionada à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. Após ser eleito em 1º turno no domingo (4), Zucco tem feito sinalizações das mudanças que deve implementar a partir de janeiro. A começar pela redução do número de secretarias. A atual administração conta com 30 pastas. Em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV, o político do PL afirmou que busca reduzir este número para 15 ou 20 estruturas. Bloco 2 ficará com futura gestão Leite disse que poderá compartilhar com seu sucessor decisões sobre projetos confundidos pela atual gestão que terão impacto no próximo governo. É o caso da concessão do Bloco 2 de rodovias, que engloba sete estradas com um total de 414,91 quilômetros de extensão e que perpassam 32 municípios gaúchos das regiões Norte e dos Vales. “Entendemos que isso precisa ser discutido. Vamos deixar ao governo eleito todo o material, a modelagem, a estruturação, para que ele possa, a partir disso, fazer o encaminhamento que ele quer mesmo. O Bloco 2, que pega a região dos Vales em direção à região Norte do estado, já amadureceu mais no processo político, mas nós não faremos encaminhamento sem a discussão com o governo eleito”, disse. Em junho, o bloco de rodovias chegou a ir a leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, prevendo investimentos de R$ 6 bilhões, mas foi cancelado por falta de interessados. As equipes Uma comissão de transição será constituída para alinhar a entrega do Piratini para a nova gestão. Pelo lado do governo atual, a articulação política ficará a cargo do ex-governador Ranolfo Vieira Júnior, que foi vice de Leite em sua primeira gestão, assumiu como governador entre março e dezembro de 2022 e é atual secretário-chefe da Casa Civil. A articulação técnica ficará a cargo da atual secretária de Planejamento, Danielle Calazans. O procurador-geral do estado (PGE) Eduardo Cunha da Costa atuará como auxiliar jurídico e legislativo. Já a equipe do governo eleito terá como coordenador-geral o ex-prefeito de Esteio Leonardo Pascoal (PL). Ele é atual secretário da Educação de Sebastião Melo (MDB) em Porto Alegre e foi um dos coordenadores de campanha de Zucco nesta eleição. Ainda terá Cezar Schirmer (MDB), ex-prefeito de Santa Maria que também atua na administração de Porto Alegre, na pasta do Planejamento, além de Leandro Sonne (Republicanos), Alencar Capucci e Norton Baum. No total, o governo eleito terá na comissão um coordenador-geral, dois coordenadores técnicos, cinco coordenadores de áreas, sete assessores superiores e dois assessores especiais. Áreas de atuação No encontro, foi apresentada uma proposta de trabalho com calendário de atividades e divisão temática dos assuntos e mecanismos para compartilhamento de informações entre as administrações. A estrutura apresentada sugere seis eixos temáticos: Segurança Pública; Gestão e Finanças Públicas; Meio Ambiente, Infraestrutura e Mobilidade Urbana; Políticas Sociais; Desenvolvimento Econômico; e Plano Rio Grande e Resiliência. Conforme o calendário proposto, a inauguração do escritório da Comissão de Transição está prevista para os dias 13 ou 14 de outubro, quando também deverá ser apresentado um panorama geral da situação do Rio Grande do Sul. As reuniões por eixos temáticos devem começar em 19 de outubro, com a entrega do Livro de Transição prevista para 26 de outubro. O documento será elaborado para reunir informações essenciais sobre a administração estadual e contribuir para a continuidade das políticas públicas. Entre os conteúdos previstos estão a estrutura e as competências dos órgãos estaduais, os programas, projetos e ações desenvolvidos entre 2023 e 2026, os resultados alcançados, as iniciativas em andamento e informações sobre orçamento, contratos, licitações e obras, além de riscos, prazos e decisões prioritárias. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Estudante aprovada em concurso no RS e impedida de assumir ainda acredita na vaga: 'Continuo lutando'

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Estudante aprovada em concurso no RS e impedida de assumir ainda acredita na vaga: 'Continuo lutando'

Doutora antes dos 25 anos, mulher passa em concurso mas é impedida de assumir vaga no RS Aprovada em concurso público, mas impedida de assumir uma vaga como professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Manoella Treis, 29 anos, ainda espera poder reverter a decisão. Porém, no último dia 2, o IFRS enviou um comunicado aos advogados de Manoella no qual afirma que "a candidata não se encontra, no âmbito administrativo, em condição de ser novamente nomeada no referido certame". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🏥 Manoella possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença autoimune (doença inflamatória tipo 2), e faz tratamento contínuo com aplicação de medicação injetável três vezes ao mês. A pesquisadora, uma das mais jovens a obter o título de doutora no Brasil, passou em uma vaga para dar aulas de Administração, concorrendo na reserva a pessoas com deficiência (PcD). Procurada pelo g1 nesta sexta-feira (9), a instituição reafirma que "a candidata não se encontra, no âmbito administrativo, em condição de ser novamente nomeada no referido certame" e que "não há, no âmbito administrativo, possibilidade de nova nomeação da candidata em outros campi ou localidades do IFRS com fundamento no mesmo concurso". Ao ser convocada este ano, a candidata escolheu ser lotada no campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha. Ela seguiu com o processo e passou por perícia. No entanto, a junta médica do IFRS declarou a candidata inapta para a localidade. Após a negativa, ela entrou com um pedido para assumir uma vaga na cidade de Rolante, também para atuar como processora de Administração, mas foi negada. Conforme o IFRS, ela não pode ser nomeada em "outros campi ou localidades do IFRS". Incorformada, Manoella diz que seguirá com a ação na Justiça e aguarda por uma resolução. "Continuo lutando e aguardando a justiça. Meus advogados receberam um comunicado administrativo do IFRS afirmando que eu não estou válida para o concurso porque eu não cumpro os requisitos mínimos", afirma a estudante. 'Incompatibilidade geográfica' foi o motivo da decisão A decisão que impediu a posse na vaga teve como base o que seria uma "incompatibilidade geográfica" para o exercício do cargo. O termo tem relação com a decisão tomada após a inspeção médica obrigatória para ingresso no serviço público federal. 'Meu sonho era a carreira acadêmica', lamenta estudante Embora a junta médica não tenha apontado impedimentos para que Manoella exercesse a docência, o entendimento foi de que a cidade não ofereceria a estrutura de saúde necessária para atender às suas condições clínicas e ao acompanhamento médico de que necessita. Em nota, o IFRS diz que "a conclusão foi de incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde". Manoella Treis, de 29 anos Arquivo pessoal Processo de admissão Manoella sempre quis trabalhar como educadora. "O meu sonho era a carreira acadêmica", afirma. Ela foi aprovada em concurso público do IFRS por meio das vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD). No momento da convocação, recebeu duas opções de lotação, em Veranópolis e Erechim, e optou pelo campus de Veranópolis. Durante o processo de admissão, apresentou documentos que comprovavam sua condição de pessoa com deficiência e informações sobre outros problemas de saúde. Segundo o IFRS, foram solicitados documentos complementares e, com base nos pareceres médicos apresentados pela própria candidata, a junta concluiu que haveria incompatibilidade entre suas necessidades de tratamento e a infraestrutura disponível na cidade escolhida. Manoella, por sua vez, afirma que está apta para trabalhar e sustenta que o tratamento não compromete suas atividades profissionais. "Do ponto de vista da saúde, posso dizer que nunca estive tão bem. [...] Graças ao suporte do SUS e do plano de saúde, tenho acesso a um tratamento moderno com canetas injetáveis. Aplico o medicamento em três sextas-feiras do mês, estratégia que me permite repousar no fim de semana sem comprometer minha rotina acadêmica e de pesquisa", explica. Atendimento de saúde Em nota, a instituição afirma que a decisão não teve relação com capacidade profissional ou aptidão para desempenhar as atividades de professora. O entendimento, conforme o órgão, foi restrito às condições de atendimento em saúde disponíveis no município. Diagnosticada com uma doença inflamatória em 2023, ela argumenta que já atuava no campus do IFRS de Veranópolis, como professora substituta. Na época, ela afirma que usava a mesma medicação e que o tratamento não a impediu de trabalhar. O município conta com um hospital, o Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi, que atende casos de urgência e emergência, mas não possui UTI. Em casos mais graves, os pacientes são encaminhados para municípios vizinhos. Em manifestação conjunta, o hospital e a Secretaria de Saúde de Veranópolis dizem que: "Nos casos em que a situação clínica exige recursos ou serviços não disponíveis localmente, são realizados os encaminhamentos ou as transferências para unidades de referência regional ou estadual, de acordo com os fluxos de regulação do Sistema Único de Saúde, dos planos privados, quando aplicáveis, e com a necessidade clínica de cada paciente." Especificamente sobre o caso, a secretaria explica que há distinção entre a estrutura de saúde disponível no município e os critérios adotados pela instituição de ensino em seu processo de ingresso. "A avaliação realizada no processo de ingresso, bem como os critérios considerados para essa finalidade, são de responsabilidade da instituição de ensino." Aos advogados de Manoella, o hospital disse que dispõe de pronto-socorro e possui condições de aplicar medicamentos imunobiológicos injetáveis em ambiente ambulatorial. Manoella considera que a estrutura seria suficiente para seguir com seu tratamento. Pesquisadora busca reverter decisão na Justiça Com o objetivo de tentar reverter a decisão, a pesquisadora entrou com uma ação na Justiça. “Confio que a Justiça fará cumprir a lei, garantindo não apenas a minha reparação, mas abrindo precedentes para que outras pessoas com deficiência não venham a sofrer o mesmo constrangimento. Eu só quero exercer o meu direito de trabalhar naquilo que escolhi, me dediquei e conquistei por mérito”, diz a pesquisadora. O caso foi levado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ação na Justiça Federal, ela pede liminar para suspender os efeitos do laudo de inaptidão, garantir sua nomeação e posse imediatas ou garantir a reserva da vaga até o julgamento. Ao STF, ela alega violação de princípios constitucionais e de precedentes relacionados à inclusão e ao acesso de pessoas com deficiência e condições crônicas ao serviço público. Na decisão, o desembargador Carlos Lenz do TRF-4 entendeu que ainda não há elementos suficientes para afastar a presunção de legitimidade do ato da junta médica que considerou a candidata inapta por suposta incompatibilidade entre suas necessidades de saúde e a infraestrutura médica disponível na cidade. Segundo o TRF-4, a controvérsia envolve questões técnicas complexas que exigem produção de provas, manifestação da administração pública e eventual perícia judicial, o que impede uma decisão definitiva em fase inicial do processo. O que diz o IFRS "O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) manifesta seu respeito à trajetória da candidata e informa que questões relacionadas à inclusão, à acessibilidade e aos direitos das pessoas com deficiência são tratadas pela instituição com seriedade e compromisso com o cumprimento das legislações. No caso em questão, a candidata participou de concurso público realizado pelo IFRS e obteve aprovação para o cargo de docente, pela reserva de vagas. Na convocação, foram oferecidas à candidata duas opções de lotação, nos campi Veranópolis e Erechim, tendo ela optado por Veranópolis. Para a posse em cargo público federal, a Lei nº 8.112/1990 estabelece a necessidade de realização de inspeção médica oficial. Após a nomeação, na inspeção médica admissional, a candidata apresentou documentação que comprovou sua condição de pessoa com deficiência e outra condição de saúde, sendo solicitados documentos complementares. Os médicos assistentes da candidata informaram que a estrutura de saúde disponível em Veranópolis não seria suficiente para atender às suas necessidades de tratamento e acompanhamento. A avaliação da junta médica do IFRS não questionou sua capacidade de exercer a profissão. A conclusão foi de incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde, conforme os pareceres dos médicos da própria candidata. O procedimento administrativo foi conduzido de acordo com o edital do concurso e com a legislação aplicável, incluindo as normas que regulamentam a perícia médica no serviço público federal. Posteriormente, a candidata recorreu ao Poder Judiciário para questionar a decisão. Até o momento, os atos da administração (IFRS) foram validados pela Justiça Federal na 1ª e 2ª instâncias (agravo de instrumento). Destaca-se que, em 28 de agosto de 2026, foi proferida sentença julgando improcedentes os pedidos da autora. Em 24 de setembro de 2026, a autora protocolou requerimento de concessão de medida cautelar, o qual foi indeferido em 27 de setembro pelo Juiz Federal da 1ª Vara Federal de Novo Hamburgo/RS. A candidata recorreu da sentença, tendo o IFRS até o dia 28 de outubro de 2026 para apresentar manifestação sobre o recurso. Na sequência, o processo será enviado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Cabe acrescentar que a atuação anterior da candidata no Campus Veranópolis ocorreu na condição de professora substituta, mediante contrato por tempo determinado, e não como servidora efetiva. São situações distintas, com procedimentos de ingresso diferentes. No caso da contratação de professor substituto, trata-se de vínculo temporário, submetido a procedimento admissional simplificado. Já o ingresso em cargo público efetivo, por concurso, envolve a realização de inspeção médica oficial para fins de posse, conforme estabelecido pela legislação aplicável ao serviço público federal. No caso específico, a condição de saúde mencionada no processo somente teria sido identificada durante o período em que atuava como professora substituta. Assim, a situação apresentada durante o vínculo temporário é distinta daquela posteriormente validada no procedimento de inspeção médica para a posse no cargo efetivo. Por fim, a instituição reafirma seu compromisso com a inclusão, a acessibilidade e o respeito às pessoas com deficiência, bem como com a observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da isonomia na condução de seus processos administrativos. O IFRS permanece à disposição para prestar os esclarecimentos cabíveis pelos canais oficiais, sempre observados os limites legais de confidencialidade e proteção de dados." O que dizem o município e o hospital "Posicionamento Conjunto Secretaria Municipal de Saúde e Hospital Comunitário São Peregrino Diante das manifestações recentes veiculadas na imprensa e em redes sociais a respeito da estrutura de saúde de Veranópolis e das condições de atendimento disponíveis no município, a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi apresentam, conjuntamente, os seguintes esclarecimentos, com o objetivo de contribuir para uma informação clara e adequada sobre a realidade da rede de saúde local. Veranópolis conta com uma estrutura de saúde organizada para atender à população do município e também às demandas provenientes dos municípios da microrregião. Constituindo-se como referência para Veranópolis, Fagundes Varela, Vila Flores, Cotiporã e Nova Bassano. O município dispõe de hospital geral de média complexidade, com serviço de pronto atendimento no regime porta aberta e serviço de urgência e emergência, além da rede municipal de Atenção Primária à Saúde, composta por unidades de saúde, serviços especializados e outros pontos integrantes da Rede de Atenção à Saúde. Nos casos em que a situação clínica exige recursos ou serviços não disponíveis localmente, são realizados os encaminhamentos ou as transferências para unidades de referência regional ou estadual, de acordo com os fluxos de regulação do Sistema Único de Saúde, dos planos privados, quando aplicáveis, e com a necessidade clínica de cada paciente. Quanto ao caso específico atualmente em discussão, é necessário distinguir a estrutura e os serviços de saúde disponíveis no município dos critérios adotados pela instituição de ensino em seu processo de ingresso. A Secretaria Municipal de Saúde e o HCSPL podem prestar os esclarecimentos exclusivamente quanto à rede de saúde, aos serviços disponibilizados e aos respectivos fluxos de atendimento. A avaliação realizada no processo de ingresso, bem como os critérios considerados para essa finalidade, são de responsabilidade da instituição de ensino. Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi reafirmam o compromisso com o atendimento da população, com o funcionamento articulado da rede de saúde e com o encaminhamento responsável dos pacientes sempre que houver necessidade de atendimento em serviços de maior complexidade ou referência." VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 10 de Out
Auxiliar técnico do Grêmio deixa sistema prisional após ter prisão preventiva revogada, diz defesa

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Auxiliar técnico do Grêmio deixa sistema prisional após ter prisão preventiva revogada, diz defesa

Entenda por que auxiliar técnico do Grêmio foi preso preventivamente em Porto Alegre O auxiliar técnico Alexandre Mendes, do Grêmio, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça nesta sexta-feira (9), segundo afirmou sua defesa. Procurado, o Tribunal de Justiça afirmou que não pode confirmar a informação, por se tratar de um processo que tramita em sigilo. Mendes deixou a unidade prisional em Canoas. "A defesa de Alexandre Pereira Mendes informa que na data de hoje foi proferida decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva de anteriormente decretada", afirma nota divulgada por seus advogados. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A prisão preventiva estava relacionada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva solicitada pela ex-companheira do auxiliar técnico. A determinação judicial está em vigor desde 5 de março deste ano e teria sido descumprida entre o fim de agosto e o início de setembro. Ele foi detido na última quinta-feira (8). Ao g1, a advogada Bruna Aspar Lima afirmou que o auxiliar do técnico Renato Portaluppi já deixou a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan 1) nos próximos minutos. "Foi uma decisão proferida hoje às 18h40, após parecer favorável do Ministério Público sob análise dos depoimentos das vítimas e das testemunhas de que não tinha havido uma aproximação da suposta vítima ao Alexandre", declarou. Segundo ela, o alvará de soltura já foi expedido e não foi determinada nenhuma outra medida judicial. A medida protetiva anterior, no entanto, segue ativa: Alexandre Mendes não pode se aproximar ou ter contato com a ex-companheira. Nota da defesa "A defesa de Alexandre Pereira Mendes informa que na data de hoje foi proferida decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva anteriormente decretada. A acusação de violação de medida protetiva é falsa. Alexandre e sua ex-cônjuge estiveram presentes no Parque de Exposições de Esteio (Expointer), local público frequentado por milhares de pessoas. Jamais houve aproximação ou intenção de aproximação de sua ex-cônjuge, bem pelo contrário: Alexandre faz questão de não se aproximar. A defesa requereu a quebra do sigilo telefônico dos terminais de ambos para comprovar a posição geográfica na antena de ERB do Parque, a fim de evidenciar o dia e o horário em que cada um esteve no local. Alexandre está à disposição da Justiça sempre que necessário, e agora irá agora concentrar-se no exercício de sua profissão. Porto Alegre, 09 de outubro de 2026. ANDREI ZENKNER SCHMIDT OAB/RS 51.319 BRUNA ASPAR LIMA OAB/RS 64.164 TAPIR ROCHA NETO OAB/RS 84.515" Quem é Alexandre Mendes O auxiliar técnico do Grêmio Alexandre Mendes, de 62 anos, foi preso nesta quinta-feira (8), ao chegar a Porto Alegre com a delegação do clube após uma viagem a Belém. Parceiro profissional de Renato Portaluppi há 21 anos, ele foi detido por descumprir uma medida protetiva, em vigor desde março deste ano, solicitada pela ex-companheira. Renato e Alexandre Mendes se conheceram quando o atual treinador gremista ainda era jogador. Formado em educação física, Mendes trabalhava como auxiliar de preparação física do Fluminense em 1995. No Grêmio, Alexandre atua como auxiliar técnico e integra a comissão do treinador. O mandado de prisão preventiva foi cumprido já no Aeroporto Internacional Salgado Filho, logo após o desembarque da delegação gremista. O time retornava do Pará depois de enfrentar o Remo. Segundo informações da Polícia Federal, a operação ocorreu de forma discreta, seguindo protocolos de segurança e sem afetar o funcionamento do terminal. A corporação informou que sua participação se limitou ao cumprimento da ordem expedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Após a prisão, Mendes foi levado à Delegacia de Polícia para o Turista, unidade da Polícia Civil que funciona no aeroporto. Em seguida, foi encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde passou por audiência de custódia. Depois da audiência, o auxiliar técnico foi levado à Penitenciária Estadual de Canoas, onde permanece detido. O Grêmio informou que "acompanha com atenção os desdobramentos do caso". Leia, abaixo, na íntegra. Alexandre Mendes já havia se tornado réu, em julho do ano passado, por violência psicológica contra a ex-companheira, com quem manteve um relacionamento por seis anos. Entenda o caso Em setembro de 2024, Mendes foi investigado pela Polícia Civil após a então companheira publicar nas redes sociais um áudio em que pedia socorro, além de fotos e vídeos de supostos hematomas. Na época, o Grêmio anunciou o afastamento preventivo do profissional. A investigação ficou sob responsabilidade da 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre. O inquérito foi concluído e remetido ao Judiciário sem o indiciamento de Mendes. A Polícia Civil não informou detalhes da apuração, que não comprovou a responsabilidade do auxiliar técnico pelas supostas agressões. A defesa afirmou, naquele período, que Mendes negava as agressões e estava em viagem na data indicada pela mulher. Em 2025, quando já não era funcionário do Grêmio, Mendes se tornou réu após uma denúncia do Ministério Público por violência psicológica contra a ex-companheira. Os dois mantiveram um relacionamento durante seis anos. A mulher também alegou que Mendes a dopava com medicamentos. Segundo a denúncia, no Dia dos Pais de 2021, ele a manteve trancada entre 11h e 20h em um apartamento no Rio de Janeiro. O que diz o Grêmio "O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que acompanha com atenção os desdobramentos do caso que envolve o profissional Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta-feira (8). O Clube monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e irá se manifestar assim que reunir todos os elementos relativos ao processo." O que diz a Polícia Federal "PF cumpre mandado de prisão no aeroporto Salgado Filho A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (8/10), mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em desfavor de um auxiliar técnico de agremiação esportiva, por ocasião de seu desembarque no Aeroporto Internacional de Porto Alegre. O cumprimento da ordem judicial ocorreu de forma discreta, com observância de protocolos de segurança e com o objetivo de preservar a regularidade das operações aeroportuárias e a segurança de todos os envolvidos. Após a prisão, o custodiado foi apresentado à Delegacia de Polícia para o Turista, unidade da Polícia Civil no aeroporto Salgado Filho, responsável pela adoção dos procedimentos de polícia judiciária cabíveis. A atuação da Polícia Federal restringiu-se ao cumprimento da ordem judicial, em estrita observância à legislação vigente." Auxiliar técnico do Grêmio, Alexandre Mendes Lucas Uebel/Grêmio FBPA VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 09 de Out
Prisão preventiva de auxiliar técnico do Grêmio é revogada, afirma defesa

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Prisão preventiva de auxiliar técnico do Grêmio é revogada, afirma defesa

Entenda por que auxiliar técnico do Grêmio foi preso preventivamente em Porto Alegre O auxiliar técnico Alexandre Mendes, do Grêmio, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça nesta sexta-feira (9), segundo afirmou sua defesa. Procurado, o Tribunal de Justiça afirmou que não pode confirmar a informação, por se tratar de um processo que tramita em sigilo. Mendes deve deixar unidade prisional em Canoas. "A defesa de Alexandre Pereira Mendes informa que na data de hoje foi proferida decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva de anteriormente decretada", afirma nota divulgada por seus advogados. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A prisão preventiva estava relacionada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva solicitada pela ex-companheira do auxiliar técnico. A determinação judicial está em vigor desde 5 de março deste ano e teria sido descumprida entre o fim de agosto e o início de setembro. Ele foi detido na última quinta-feira (8). Ao g1, a advogada Bruna Aspar Lima afirmou que o auxiliar do técnico Renato Portaluppi deve deixar a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan 1) nos próximos minutos. "Foi uma decisão proferida hoje às 18h40, após parecer favorável do Ministério Público sob análise dos depoimentos das vítimas e das testemunhas de que não tinha havido uma aproximação da suposta vítima ao Alexandre", declarou. Segundo ela, o alvará de soltura já foi expedido e não foi determinada nenhuma outra medida judicial. A medida protetiva anterior, no entanto, segue ativa: Alexandre Mendes não pode se aproximar ou ter contato com a ex-companheira. Nota da defesa "A defesa de Alexandre Pereira Mendes informa que na data de hoje foi proferida decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva anteriormente decretada. A acusação de violação de medida protetiva é falsa. Alexandre e sua ex-cônjuge estiveram presentes no Parque de Exposições de Esteio (Expointer), local público frequentado por milhares de pessoas. Jamais houve aproximação ou intenção de aproximação de sua ex-cônjuge, bem pelo contrário: Alexandre faz questão de não se aproximar. A defesa requereu a quebra do sigilo telefônico dos terminais de ambos para comprovar a posição geográfica na antena de ERB do Parque, a fim de evidenciar o dia e o horário em que cada um esteve no local. Alexandre está à disposição da Justiça sempre que necessário, e agora irá agora concentrar-se no exercício de sua profissão. Porto Alegre, 09 de outubro de 2026. ANDREI ZENKNER SCHMIDT OAB/RS 51.319 BRUNA ASPAR LIMA OAB/RS 64.164 TAPIR ROCHA NETO OAB/RS 84.515" Quem é Alexandre Mendes O auxiliar técnico do Grêmio Alexandre Mendes, de 62 anos, foi preso nesta quinta-feira (8), ao chegar a Porto Alegre com a delegação do clube após uma viagem a Belém. Parceiro profissional de Renato Portaluppi há 21 anos, ele foi detido por descumprir uma medida protetiva, em vigor desde março deste ano, solicitada pela ex-companheira. Renato e Alexandre Mendes se conheceram quando o atual treinador gremista ainda era jogador. Formado em educação física, Mendes trabalhava como auxiliar de preparação física do Fluminense em 1995. No Grêmio, Alexandre atua como auxiliar técnico e integra a comissão do treinador. O mandado de prisão preventiva foi cumprido já no Aeroporto Internacional Salgado Filho, logo após o desembarque da delegação gremista. O time retornava do Pará depois de enfrentar o Remo. Segundo informações da Polícia Federal, a operação ocorreu de forma discreta, seguindo protocolos de segurança e sem afetar o funcionamento do terminal. A corporação informou que sua participação se limitou ao cumprimento da ordem expedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Após a prisão, Mendes foi levado à Delegacia de Polícia para o Turista, unidade da Polícia Civil que funciona no aeroporto. Em seguida, foi encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde passou por audiência de custódia. Depois da audiência, o auxiliar técnico foi levado à Penitenciária Estadual de Canoas, onde permanece detido. O Grêmio informou que "acompanha com atenção os desdobramentos do caso". Leia, abaixo, na íntegra. Alexandre Mendes já havia se tornado réu, em julho do ano passado, por violência psicológica contra a ex-companheira, com quem manteve um relacionamento por seis anos. Entenda o caso Em setembro de 2024, Mendes foi investigado pela Polícia Civil após a então companheira publicar nas redes sociais um áudio em que pedia socorro, além de fotos e vídeos de supostos hematomas. Na época, o Grêmio anunciou o afastamento preventivo do profissional. A investigação ficou sob responsabilidade da 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre. O inquérito foi concluído e remetido ao Judiciário sem o indiciamento de Mendes. A Polícia Civil não informou detalhes da apuração, que não comprovou a responsabilidade do auxiliar técnico pelas supostas agressões. A defesa afirmou, naquele período, que Mendes negava as agressões e estava em viagem na data indicada pela mulher. Em 2025, quando já não era funcionário do Grêmio, Mendes se tornou réu após uma denúncia do Ministério Público por violência psicológica contra a ex-companheira. Os dois mantiveram um relacionamento durante seis anos. A mulher também alegou que Mendes a dopava com medicamentos. Segundo a denúncia, no Dia dos Pais de 2021, ele a manteve trancada entre 11h e 20h em um apartamento no Rio de Janeiro. O que diz o Grêmio "O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que acompanha com atenção os desdobramentos do caso que envolve o profissional Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta-feira (8). O Clube monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e irá se manifestar assim que reunir todos os elementos relativos ao processo." O que diz a Polícia Federal "PF cumpre mandado de prisão no aeroporto Salgado Filho A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (8/10), mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em desfavor de um auxiliar técnico de agremiação esportiva, por ocasião de seu desembarque no Aeroporto Internacional de Porto Alegre. O cumprimento da ordem judicial ocorreu de forma discreta, com observância de protocolos de segurança e com o objetivo de preservar a regularidade das operações aeroportuárias e a segurança de todos os envolvidos. Após a prisão, o custodiado foi apresentado à Delegacia de Polícia para o Turista, unidade da Polícia Civil no aeroporto Salgado Filho, responsável pela adoção dos procedimentos de polícia judiciária cabíveis. A atuação da Polícia Federal restringiu-se ao cumprimento da ordem judicial, em estrita observância à legislação vigente." Auxiliar técnico do Grêmio, Alexandre Mendes Lucas Uebel/Grêmio FBPA VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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