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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026

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Investigação contra vereadora que disse em vídeo que agrediu cadela com vassoura é arquivada no RS

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Investigação contra vereadora que disse em vídeo que agrediu cadela com vassoura é arquivada no RS

Vereadora do RS disse em vídeo que agrediu a própria cadela: 'Peguei a vassoura e grudei' Reprodução/redes sociais Passados mais de três meses da publicação do vídeo no qual uma vereadora de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do RS, disse ter usado uma vassoura para agredir a própria cadela, as investigações contra ela foram arquivadas. Eva Coelho Rosa, conhecida como Simplesmente Eva (PL), chegou a ser indiciada pela Polícia Civil pelo crime de maus-tratos a animais. O Ministério Público do Estado (MPRS) pediu o arquivamento do processo em setembro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na Câmara Municipal de Santana do Livramento, Eva passou por uma comissão processante e foi absolvida na ação que poderia resultar na cassação de seu mandato. O julgamento ocorreu no dia 7 de outubro e o plenário rejeitou o pedido de cassação. O resultado da votação foi de 12 votos contra e três votos a favor da cassação. Um vereador não votou pois não estava presente. Em nota, a defesa da vereadora diz que "as palavras utilizadas pela vereadora foram inadequadas", mas que ela não agrediu a cadela. "A própria Eva reconheceu o erro, pediu desculpas e demonstrou arrependimento e aprendizado. Contudo, como sustentado durante todo o processo, ela falou mais do que efetivamente fez", dizem os advogados. Leia a íntegra abaixo. Vereadora do RS diz em vídeo que agrediu a própria cadela com vassoura e negou socorro Relembre o caso Eva Coelho Rosa fez a declaração polêmica em um vídeo em suas redes sociais. Um trecho da transmissão ao vivo feita no dia 29 de junho viralizou. "Eu peguei a vassoura e grudei na cabeça da Maristela, mas grudei sem pena", diz a parlamentar no vídeo. A ação teria sido motivada por uma briga entre a cadela e outro cão, que a vereadora alega que estava separando. "Não me interessa de maus-tratos. Maus-tratos sou eu que estou botando os ‘bofe’ pra fora pra apartar a briga", fala Eva. Segundo a delegada Giovana Muller, ela confessou as agressões narradas nas redes sociais. Desta forma, ela foi indiciada pelo crime de maus-tratos e o inquérito foi remetido à Justiça no início de julho. Apesar do depoimento, a polícia fez uma visita à casa da vereadora para verificar as condições dos animais, com a presença de um veterinário da prefeitura, e não constatou sinais de maus-tratos nos cachorros. "Houve indiciamento pelos maus-tratos referidos na live e confirmados no interrogatório." O MPRS ouviu a vereadora, que disse que agiu de forma desesperada, diante de intensa briga entre os cães em um momento em que estava sozinha com o irmão, que possui deficiência física. "Não se trata de situação em que os animais tenham sido submetidos gratuitamente a sofrimento ou crueldade, mas de atuação voltada à contenção de agressão então em andamento", afirma o promotor Flávio Brenner da Costa ao pedir o arquivamento do processo. O que diz a defesa "Sant’Ana do Livramento deu um importante exemplo de democracia. Uma denúncia apresentada por uma cidadã foi recebida pela Câmara Municipal, submetida à Comissão Processante, amplamente instruída e, ao final, julgada pelo Plenário com respeito ao contraditório e à ampla defesa. Na sessão realizada em 7 de outubro de 2026, a denúncia contra a Vereadora Eva Coelho foi julgada improcedente, por 12 votos pela improcedência, 3 votos favoráveis à denúncia e 1 abstenção, preservando-se o mandato conferido pela população. Desde o início, a defesa não negou que as palavras utilizadas pela vereadora foram inadequadas e mereciam reprovação. A própria Eva reconheceu o erro, pediu desculpas e demonstrou arrependimento e aprendizado. Contudo, como sustentado durante todo o processo, ela falou mais do que efetivamente fez, pois os laudos e as demais provas produzidas não comprovaram agressão ou maus-tratos aos animais. A tese central da defesa sempre foi clara: a inadequação de uma fala não possui, por si só, gravidade jurídica suficiente para extinguir um mandato conferido pelo voto popular. A cassação é a medida mais extrema da vida parlamentar e não pode ser utilizada como resposta automática a todo erro pessoal, manifestação infeliz ou comportamento moralmente censurável. Autoridades públicas devem observar elevados padrões de responsabilidade e correção. Entretanto, quando o fato ocorre fora da atividade legislativa, a perda do mandato somente se justifica se estiver demonstrado, de maneira segura, que a conduta tornou a permanência do parlamentar verdadeiramente incompatível com a dignidade da Câmara. Essa incompatibilidade não foi comprovada no processo. Tal comprovação se reforçou, com a promoção de arquivamento pelo MP/RS na esfera penal. A Comissão Processante, após examinar documentos, laudos e depoimentos, acolheu por unanimidade as razões defensivas e recomendou o arquivamento. Posteriormente, o Plenário confirmou essa conclusão por ampla maioria. A defesa atuou de forma técnica, firme e transparente para demonstrar a diferença entre a reprovação de palavras inadequadas e a existência de uma infração capaz de justificar a cassação. Ao final, prevaleceram a prova produzida, a proporcionalidade e a vontade popular manifestada nas urnas. A democracia foi respeitada do início ao fim: garantiu-se à cidadã o direito de denunciar, à vereadora o direito de se defender e ao povo o respeito ao mandato que conferiu. O encerramento deste processo não apaga os aprendizados que ele proporcionou, mas demonstra que é possível enfrentar erros, promover reflexão e preservar a democracia. Rodolfo Sales Gustineli — OAB/RS 135.344 Vitor Hugo Cunha Argiles — OAB/RS 39.846 Defesa da Vereadora Eva Coelho" VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Rio Uruguai tem alerta para risco 'muito alto' de inundação; 480 estão fora de casa no RS

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Rio Uruguai tem alerta para risco 'muito alto' de inundação; 480 estão fora de casa no RS

Cheia de rios mantém quase 500 pessoas fora de casa no RS A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alerta vermelho, que indica "risco muito alto" de inundação do Rio Uruguai entre esta segunda-feira (12) e a terça-feira (13). Para São Borja, o aviso é válido até as 7h20. Já para Itaqui e Uruguaiana, o comunicado segue até as 12h. A Fronteira Oeste do estado sofre com cheias desde o dia 2 de outubro, quando fortes chuvas atingiram a região e fizeram com o nível dos rios se elevasse. Pelo menos 484 pessoas permanecem fora de casa em quatro municípios: Uruguaiana, Itaqui, São Borja e Alegrete. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em casos de emergência, a orientação é de que os moradores liguem para os telefones 190 ou 193. Em Alegrete, mais de 200 pessoas estão há 10 dias fora de casa por conta da cheia do rio. Veja detalhes abaixo. Em Uruguaiana, o Rio Uruguai chegou a 9 metros e 80 centímetros na manhã desta segunda-feira, nível que representa 1 metro e 30 centímetros acima da cota de inundação. No município, 169 pessoas precisaram deixar as residências. Em Itaqui, o Rio Uruguai chegou a 9 metros e 55 centímetros, cerca de 1 metro e 20 centímetros acima da cota. Ao todo, 86 pessoas estão fora de casa. Situação em São Borja Em São Borja, o Rio Uruguai chegou a 9 metros e 90 centímetros. Nas últimas 24 horas, o nível subiu 60 centímetros. Segundo a Defesa Civil, apesar da alta registrada ao longo do último dia, o rio está estabilizado neste momento. No município, 22 pessoas precisaram sair de casa. Como as águas que passam por São Borja seguem em direção a Itaqui e Uruguaiana, a tendência é de elevação do nível do Rio Uruguai nessas duas cidades. Retorno das famílias em Alegrete Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã permanece acima da cota de atenção, mas está em declínio. O município registra 207 pessoas fora de casa, o maior contingente entre as cidades afetadas. A partir de terça-feira, a Defesa Civil, com apoio do Exército, deve auxiliar as famílias no retorno às residências. Entenda o cenário Uruguaiana: Rio Uruguai em 9m80cm; 169 pessoas fora de casa. Itaqui: Rio Uruguai em 9m55cm; 86 pessoas fora de casa. São Borja: Rio Uruguai em 9m90cm; alta de 60cm nas últimas 24 horas; 22 pessoas fora de casa. Alegrete: Rio Ibirapuitã acima da cota de atenção, em declínio; 207 pessoas fora de casa. Total de pessoas fora de casa nos quatro municípios: 484. Rio Uruguai tem alerta para risco 'muito alto' de inundação no RS Pablo Gimenes/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 12 de Out
'O amor é a melhor herança': campanha transformou Bicho-Papão em aliado na proteção das crianças, gerou reações e ainda é lembrada no RS

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'O amor é a melhor herança': campanha transformou Bicho-Papão em aliado na proteção das crianças, gerou reações e ainda é lembrada no RS

'O amor é a melhor herança': relembre campanha que usou monstros para proteger crianças A campanha publicitária dos "Monstrinhos", criada pelo Grupo RBS em 2003, marcou a memória dos gaúchos ao usar personagens do imaginário infantil para combater a violência contra crianças e adolescentes. Com o slogan "O amor é a melhor herança, cuide das crianças", a iniciativa mobilizou a sociedade no Rio Grande do Sul e gerou impactos diretos na proteção infantil. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Nas ruas de Porto Alegre, o jingle ainda é lembrado. A operadora de cobrança Ângela Cunha recorda a letra de forma imediata. "Malvadezas com crianças, não, não, não. Isso só pode ser coisa do tal do bicho-papão", canta. A ideia surgiu a partir de uma pesquisa sobre violência infantil apresentada pela Fundação Maurício Sirotsky. O publicitário Marcelo Pires conta que a equipe buscou simplificar o tema complexo. "Quando a gente começou a ver o nível que existe de violência doméstica, de violência com crianças, de desrespeito, a gente disse: 'Mas que coisa monstruosa isso'. E isso é a chave da campanha. Se é uma coisa monstruosa, até mesmo um monstro não faria isso", explica. Na época do lançamento, em 2003, os dados indicavam que a cada oito horas uma criança era vítima de abuso sexual no estado. No Brasil, 90% dos casos de abuso aconteciam dentro de casa. O impacto da mensagem ultrapassou a televisão e gerou reações práticas. Pires relata que uma criança, após ter contato com a campanha, procurou a polícia por conta própria. "Ela foi sozinha numa delegacia, mostrou e disse: 'Olha, eu sofro violência em casa'. É muito forte a gente admitir que acredita que a família é um lugar só de tranquilidade, de respeito, de amor, mas nem sempre é assim", afirma o publicitário. Para o juiz-corregedor e coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul (CIJRS), Charles Maciel Bittencourt, a iniciativa ajudou a desconstruir a cultura das agressões físicas. "Tinha uma conscientização aos pais e responsáveis de cuidar muito bem dos seus filhos a fim de evitar correções exageradas. Na época, o castigo era tido como algo ainda naturalizado. Tinha uma preocupação de ter uma educação mais voltada ao diálogo", diz o magistrado. O artista Marcelo Delacroix, que deu voz ao Bicho-Papão, avalia a recepção do público. "A repercussão foi muito grande, e isso mostra que o ser humano no seu íntimo é bom, basta que a gente aposte nessa energia da paz e do amor", afirma. Mais de duas décadas depois, o legado continua em famílias como a da auxiliar de serviços gerais Nádia Santos. Ela conta que canta a música frequentemente em casa. "Cada um é um personagem. O meu pequeno de seis anos fala: 'Bota de novo, vó'", relata. Em 2013, dez anos após o lançamento original, os monstrinhos voltaram à TV com foco na educação. O cineasta e animador Otto Guerra, responsável por dar vida às ilustrações, relembra o sucesso do projeto. "Acho que 2013 veio para coroar essa iniciativa, para dizer que é uma campanha que resiste ao tempo. Foi um fenômeno mesmo, foi muito além da expectativa", diz. Para Marcelo Pires, o apelo pela proteção infantil permanece atual, independentemente da época. "A criança é um ser frágil, que não se completou ainda. A profissão de uma criança é brincar, porque é na brincadeira que ela se educa, tem uma ideia de sociedade e aprende limite. A gente só tem que dar condições para que ela faça isso", conclui. 'O amor é a melhor herança': relembre campanha gaúcha que usou monstros para proteger crianças da violência Arquivo/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Jornal de Canoas - 12 de Out

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