Espaço para comunicar erros nesta postagem
Na primeira edição deste ano, o empreendedorismo recebeu maior destaque no evento. (Foto: Reprodução)
Escolher uma profissão, se preparar para o ingresso na faculdade e participar de uma entrevista de emprego são alguns dos desafios que se aproximam com a conclusão do Ensino Médio. No Colégio Adventista Marechal Rondon, no Rio Grande do Sul, essas questões são trabalhadas no Simpósio Vida Depois da Escola, que aproxima os estudantes do terceiro ano de situações que poderão vivenciar após a formatura.
Realizado duas vezes por ano, o evento integra a disciplina Projeto de Vida e reúne palestras, oficinas e momentos de troca com convidados. A programação aborda empreendedorismo, finanças, preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares, entrevistas de emprego, apresentação pessoal, autoconhecimento, talentos e propósito. Na edição deste ano, o empreendedorismo recebeu maior destaque.
Leia mais:Segundo o professor Tobias Souza, responsável pela disciplina e organizador do simpósio, a iniciativa transforma em experiências práticas parte das discussões desenvolvidas ao longo dos três anos do Ensino Médio. O trabalho também considera a ansiedade e a pressão que acompanham os estudantes nessa etapa de decisões. “Nada é mascarado ou simplificado em relação ao que eles estão vivendo. Buscamos oferecer ferramentas para que entendam que esta é uma fase importante, com decisões relevantes a serem tomadas, mas que, ao mesmo tempo, eles ainda estão no início da vida”, explica o professor.
Aprendizados colocados em práticaA participação no simpósio começa com o credenciamento e o recebimento do cronograma de atividades. Ao longo da programação, os estudantes acompanham as palestras e oficinas, interagem com os convidados e participam de um coffee break. Como parte da proposta pedagógica, também elaboram uma produção escrita sobre suas percepções da experiência.
Nas atividades voltadas ao mercado de trabalho, são abordadas questões como postura, comunicação e apresentação pessoal em entrevistas de emprego e processos seletivos. Os alunos recebem orientações sobre como demonstrar suas habilidades diante de uma oportunidade profissional.
Para Vitória Petró, que concluiu o Ensino Médio em 2025, esse aprendizado teve aplicação pouco depois da formatura. Atualmente estagiária da Defensoria Pública em sua cidade, ela conta que recorreu às orientações do simpósio na primeira entrevista de emprego. “Durante o processo seletivo, senti que estava preparada. Aprendi que, mesmo diante da ansiedade, é essencial manter a calma, falar com firmeza, acreditar no próprio potencial e demonstrar segurança”, relata a ex-aluna.
A preparação para o ingresso no Ensino Superior também faz parte do encontro. Convidados de instituições de ensino apresentam estratégias para o Enem e os vestibulares, com orientações sobre redação, notas de corte e realização das provas. Vitória lembra que o receio em relação aos exames cresceu ao longo do Ensino Médio. Segundo ela, conhecer diferentes estratégias de estudo ajudou a lidar com esse período. “Sem o auxílio dessas estratégias, acredito que não teria conseguido enfrentar o Enem e o vestibular da forma como enfrentei”, relembra.
Evento integra a disciplina Projeto de Vida e reúne palestras, oficinas e momentos de troca com convidados. (Foto: Reprodução)
Autoconhecimento para orientar escolhas
As experiências do simpósio fazem parte de um acompanhamento que começa no primeiro ano do Ensino Médio. Nas aulas de Projeto de Vida, os estudantes participam de atividades que os ajudam a reconhecer suas características, seus interesses e suas habilidades, construindo referências para as escolhas futuras.
Uma das ferramentas utilizadas pelo colégio é a análise de perfil comportamental. O relatório fica disponível ao aluno durante os três anos e é retomado nas aulas para apoiar conversas sobre comportamento, talentos, dificuldades e possibilidades profissionais. Tobias explica que esse processo permite ao estudante identificar tanto as características que se sobressaem quanto aquelas que ainda estão em desenvolvimento. O objetivo é ampliar a reflexão sobre a escolha profissional, sem restringi-la ao resultado de um teste ou a uma habilidade isolada. “Perceber quais são as facilidades e os talentos, em contraste com aquilo que demanda mais esforço, é um indicativo importante para a escolha profissional futura”, afirma o professor.
Na experiência de Vitória, o autoconhecimento foi o aprendizado que mais contribuiu para as decisões tomadas depois da escola. “Esses diálogos me mostraram que conhecer a si mesmo é um dos primeiros passos para tomar decisões mais conscientes sobre o futuro. Eles me ajudaram a identificar minhas habilidades, meus interesses e até meus limites, o que foi fundamental para enxergar com mais clareza o caminho profissional que gostaria de seguir”, reflete.
Diálogo com as famíliasA reflexão sobre o futuro também chega às conversas em família. De acordo com Tobias, as expectativas dos responsáveis nem sempre coincidem com os interesses dos estudantes, especialmente quando envolvem realização profissional e estabilidade financeira. O acompanhamento ao longo do Ensino Médio contribui para que as famílias compreendam como essas escolhas são construídas. À medida que os jovens reconhecem seus interesses e planejam os próximos passos, suas decisões podem ser discutidas com mais clareza em casa.
“Pais que, no primeiro ano, desejavam algo específico para o filho muitas vezes chegam à época da formatura entendendo melhor a decisão dele, porque percebem que não se trata de uma escolha meramente emocional, mas de um processo de planejamento, intenção e amadurecimento”, ressalta o professor.
/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular
Jornal de Canoas
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se