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Pedro Emanuel do Nascimento Gama. (Foto: Fernando Gomes)
Há quatro anos atrás, no bairro Santa Cruz, em Juiz de Fora, um menino caminhava pela rua quando foi parado por uma amiga de sua mãe. Neste encontro despretensioso, Pedro Emanuel do Nascimento Gama, de apenas nove anos, recebeu o convite para participar de uma programação que aconteceria naquelas férias, e ao aceitar, não imaginava que isso mudaria sua vida para sempre.
Na segunda-feira seguinte, ele apareceu no local marcado, e descobriu a Escola Cristã de Férias, um projeto que reúne crianças durante as férias escolares para atividades recreativas, música e estudos da Bíblia. Pedro ficou encantado com o que vivenciou e marcou presença em todos os dias do projeto, pouco a pouco, percebeu que aquele lugar ia muito além de uma atividade de férias.
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Quando a programação terminou, a curiosidade cresceu no coração do garoto. Ele começou a passar em frente à igreja e observar as movimentações que aconteciam ali. Até que um dia, em uma quarta-feira, decidiu entrar e assistir ao culto. Entre os membros que o receberam, estava o pastor Edvan Matos de Paula, que o fez se sentir amado e acolhido: "Mesmo sendo tão jovem, ele demonstrava uma disposição que contagiava a todos. Por isso, nós o abraçamos com toda a força e, desde o início, ele foi recebido não apenas como um membro, mas como parte da nossa família", afirmou o pastor.
E para Pedro, foi exatamente isso que ele encontrou naquele local: uma família. E foi ali que conheceu sua mãe na fé, Valeria de Almeida Silva Olalio, que o acompanhou de perto, inclusive no estudo da Bíblia. "E eu virei uma mãe pro Pedro e para mim ele virou um filho. Eu amo ele como um filho. Eu e a irmã Aparecida, que ele chama de vovó, começamos a estudar a Bíblia com ele. Durante o estudo, ele ficou muito animado, gostava de aprender e buscou mais conhecimento também por conta própria", afirma Valeria.
Pedro aos 13 anos participando como monitor na Escola Cristã de Férias 2026. (Foto: Fernando Gomes)
A cada descoberta, o desejo pelo batismo crescia, e com ele os desafios. Sua família demonstrava grande resistência com as novas crenças de Pedro, e a autorização do batismo não foi concedida. Foram dois anos com orações incessantes, mas uma coisa era certa no coração dele: “eu sei que ainda não sou batizado, mas já sou adventista”, o garoto afirmava com convicção.
De acordo com o pastor Edvan, Pedro entrou em um processo de oração e jejum, buscando a Deus e demonstrando que sua decisão não era fruto de uma emoção passageira. Era uma escolha que estava sendo contruída com fé e perseverança. No dia 11 de abril de 2026, dia do seu aniversário, Deus respondeu à sua oração com o tão sonhado batismo, que contou com a presença de toda a sua família.
Batismo de Pedro no dia 11 de abril de 2026. (Foto: acervo pessoal)
Hoje, aquele menino que chegou à Escola Cristã de Férias como participante, agora atua como monitor ensinando outras crianças tudo o que sabe sobre o amor de Jesus. Na igreja já se tornou pregador assíduo e tem o sonho poderoso de se tornar um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Escola Cristã de Férias no Sul de Minas e Zona da Mata
Neste ano de 2026, igrejas de diferentes localidades do território do Sul de Minas e Zona da Mata se mobilizaram para o projeto. Ao todo, foram realizadas 41 Escolas Cristãs de Férias, que reuniram 1.051 participantes, e destes, apenas 388 são membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Para Michele de Oliveira Rossi, líder do Ministério Infantil para o Sul de Minas e Zona da Mata, a iniciativa tem um propósito que vai além de oferecer atividades durante o período de férias escolares. “A Escola Cristã Férias tem como objetivo muito mais do que oferecer atividades durante as férias. Ela busca aproximar as crianças de Jesus por meio de experiências alegres, educativas e significativas, ensinando valores cristãos de uma forma que elas consigam compreender e vivenciar”, explica.
Segundo Michele, o projeto funciona como uma ponte entre a igreja e a comunidade, permitindo que as crianças conheçam o espaço e as pessoas que fazem parte dele a partir de uma experiência de acolhimento e cuidado. “Essas crianças passam a conhecer a igreja não apenas como um prédio, mas como um lugar onde são acolhidas, respeitadas, cuidadas e amadas”, destaca.
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