O Ministério Prisional reúne voluntários que levam estudos bíblicos, oração e mensagens de esperança aos internos. (Foto: Alfaia Jr.)

O Encontro Nacional da FE reuniu, entre os dias 20 e 22 de agosto, na Faculdade Adventista da Amazônia (FAAMA), diferentes iniciativas missionárias da Igreja Adventista. Entre elas, esteve o Ministério Prisional de Castanhal, que atua há quase três meses dentro de uma unidade prisional do município. Como resultado desse trabalho, cinco internos decidiram entregar a vida a Jesus e participaram da cerimônia batismal durante o encontro.

A iniciativa nasceu do desejo do pastor Marcos Pimentel Macedo, do Distrito Central de Castanhal, de iniciar um trabalho missionário dentro do sistema prisional. Com o apoio do Dr. Vanderlei, a equipe conseguiu autorização para acessar a unidade e iniciou as primeiras visitas.

Coral masculino e feminino formado por internos participaram da programação com apresentações musicais durante o Encontro Nacional da FE. ((Foto: Alfaia Jr.))

Segundo o pastor, não havia histórico de atuação adventista naquele presídio. Por isso, desde os primeiros encontros, os voluntários perceberam a importância de estabelecer uma presença missionária no local. A cada quinze dias, aos sábados, o grupo tem uma hora de acesso à unidade. Nesse período, os voluntários cantam músicas cristãs, oram com os internos e apresentam um estudo bíblico diferente a cada visita.

Com a continuidade dos encontros, a equipe começou a identificar pessoas que já tinham alguma ligação com a Igreja Adventista ou que haviam recebido estudos bíblicos anteriormente. Entre elas estava Francisco, um ex-adventista que manifestou o desejo de retornar à igreja e aceitou o convite para o batismo.

Outros internos também já haviam recebido estudos bíblicos por meio de familiares. A partir desses contatos, os voluntários passaram a acompanhar essas pessoas e apresentar novos estudos.

Decisões durante o encontro O projeto leva esperança, acolhimento e a mensagem do evangelho a pessoas privadas de liberdade. (Foto: Alfaia Jr)

Em aproximadamente três meses de atuação, o trabalho chegou a um momento significativo, cinco internos decidiram entregar a vida a Jesus. Para a equipe, as decisões representam os primeiros frutos de um trabalho que começou com quatro voluntários e hoje reúne 11 pessoas. Além disso, o contato frequente com os internos tem transformado a experiência dos voluntários, que encontram histórias marcadas por dificuldades, mas também por esperança e desejo de recomeçar.

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A equipe estima que mais de 200 internos estejam distribuídos nas duas alas atendidas pelo projeto. Nesse contexto, a autorização e o apoio do poder público são fundamentais para que os voluntários tenham acesso à unidade e desenvolvam as atividades.

Familiares estiveram reunidos e puderam celebrar esse momento especial. (Foto: Alfaia Jr)

Dessa forma, a parceria entre o Estado e a Igreja cria oportunidades para levar estudos bíblicos, oração e acolhimento a pessoas privadas de liberdade. O trabalho também permite que os voluntários acompanhem de perto aqueles que demonstram interesse em conhecer a Bíblia e tomar novas decisões.

Assim, as decisões tomadas representam mais do que uma celebração. Eles marcam o início de uma frente missionária que pretende continuar expandindo e alcançar ainda mais pessoas dentro do sistema prisional.

O trabalho continua Internos declararam publicamente sua entrega a Jesus por meio do batismo. (Foto: Alfaia Jr)

Além dos batismos, o ministério já planeja ampliar a atuação. A equipe pretende continuar os estudos bíblicos e os encontros quinzenais para alcançar outros internos.

O projeto também conta com a participação de um coral masculino e feminino formado por internos da penitenciária de Ananindeua. Por meio de uma parceria articulada pelo Dr. Vanderlei Oliveira, os grupos participaram do encontro com uma apresentação musical.

Em Castanhal, a equipe ainda pretende desenvolver futuramente uma iniciativa semelhante com os internos. Por enquanto, os voluntários concentram esforços nos estudos bíblicos e nos momentos de louvor.

O projeto fortalece o acompanhamento espiritual e cria novas oportunidades de recomeço. (Foto: Alfaia Jr)

Ao mesmo tempo, o ministério trabalha para ampliar o número de voluntários e alcançar mais pessoas privadas de liberdade. Para a equipe, cada visita representa uma oportunidade de oferecer acolhimento e transmitir uma mensagem de esperança a quem enfrenta dificuldades no sistema prisional.

Contudo, os batismos celebrados representam os primeiros frutos de um projeto que começou com quatro voluntários e agora reúne 11 pessoas. Mais do que uma atividade religiosa, o ministério busca mostrar que, mesmo atrás dos muros de uma penitenciária, é possível encontrar esperança e construir um novo começo por meio da fé em Jesus.

FONTE/CRÉDITOS: Everton Ferreira