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Pastores distritais e departamentais da Associação Sul do Rio Grande do Sul (ASRS) estiveram reunidos para um concílio sobre missão. (Foto: Silas Hunter)
Com o objetivo de fortalecer a visão missionária e ampliar as iniciativas de evangelização nas igrejas, a Associação Sul do Rio Grande do Sul (ASRS) realizou, entre os dias 13 e 15 de outubro, o Concílio de Missão e Evangelismo, em Gramado (RS). O encontro reuniu 60 pastores, distritais e líderes de departamentos, para momentos de capacitação, reflexão e troca de experiências sobre estratégias para alcançar pessoas e fortalecer o discipulado.
Segundo a organização, a iniciativa surgiu da necessidade de renovar o compromisso dos pastores com a missão da Igreja Adventista e incentivar uma atuação evangelística contínua nos distritos. O pastor Alexandre Amorim, departamental de Evangelismo da ASRS, revela que a proposta foi além da apresentação de programas e estratégias.
“Entendemos que o evangelismo não deve ser apenas um conjunto de programas e eventos, mas uma cultura permanente, que envolva cada igreja e cada membro no cumprimento da missão de Cristo”, explica.
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Durante a programação, foram abordados temas como evangelismo público, desenvolvimento de classes bíblicas, preparo de interessados para a decisão pelo batismo e discipulado. As palestras também enfatizaram a importância de compreender a realidade das comunidades locais e desenvolver igrejas comprometidas com o crescimento espiritual de seus membros e com a missão de compartilhar o evangelho.
Entre os convidados esteve o pastor Marcelo Nascimento, departamental de evangelismo para os estados Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, destacou o evangelismo como um processo contínuo, que começa no primeiro contato com as pessoas e prossegue até a decisão pelo batismo e o discipulado. Já o pastor Osmar Borges, da igreja adventista central de Sorocaba (SP) enfatizou a importância de uma igreja missionária, conectada à realidade da comunidade em que está inserida e comprometida com o crescimento espiritual.
Além das palestras, os momentos de diálogo e compartilhamento de experiências permitiram aos participantes refletir sobre como aplicar os princípios apresentados em seus distritos. A expectativa é fortalecer a integração entre as iniciativas evangelísticas, ampliar o trabalho das classes bíblicas e aprimorar o acompanhamento das pessoas interessadas em conhecer a Bíblia e tomar uma decisão de fé.
Pastores compartilham com os demais as conclusões dos grupos sobre assuntos debatidos nas rodas de conversas. (Foto: Ronaldo Vicente)
Semeadura missionária
O pastor Tiago Fraga, presidente da Igreja Adventista para o litoral norte e a região sul do Rio Grande do Sul, destacou a importância de dedicar o concílio pastoral à missão. Para ele, o encontro foi uma oportunidade de renovar o compromisso dos líderes com a Grande Comissão deixada por Jesus e refletir sobre estratégias para tornar o trabalho evangelístico mais eficaz. “A missão é a razão de existir da igreja”, afirma. Segundo o líder, é necessário avaliar continuamente as ações desenvolvidas e fortalecer o envolvimento de cada congregação e de seus membros na formação de discípulos.
Entre os principais desafios identificados, o pastor Tiago ressalta a necessidade de ampliar o que chamou de semeadura, com mais pessoas estudando a Bíblia e maior participação dos membros em classes bíblicas, pequenos grupos e duplas missionárias. Ele também enfatizou o potencial dos diferentes ministérios da igreja para estabelecer vínculos com a comunidade e aproximar interessados da mensagem bíblica.
“Se queremos colher mais, precisamos semear mais”, resume. Para o presidente, o fortalecimento dessas iniciativas, aliado à realização regular de cultos evangelísticos, pode contribuir para ampliar o alcance da missão nos distritos.
Ao avaliar o trabalho desenvolvido na região, o pastor afirmou que a Igreja Adventista tem avançado no envolvimento de pastores e membros e testemunhado vidas alcançadas pelo evangelho. No entanto, destacou que há espaço para ampliar os resultados. A meta é multiplicar as oportunidades de estudo da Bíblia, identificar novos interessados e mobilizar mais pessoas no discipulado. “Nossa parte é trabalhar com fé, planejamento, dedicação e perseverança, confiando que o Senhor dará o crescimento”, conclui.
O pastor Tiago Fraga, presidente da Igreja Adventista para o litoral norte e a região sul do Rio Grande do Sul, destacou a importância de dedicar o concílio pastoral à missão. (Foto: Ronaldo Vicente)
Missão nos lares
O pastor Ronnier Garcia, do distrito de Praia do Cassino, em Rio Grande(RS), avaliou que a realização de um concílio dedicado à missão contribui para revitalizar o ministério pastoral e para renovar o compromisso com a salvação de pessoas. Em seu distrito, ele destaca o envolvimento dos membros que dedicam as tardes à realização de estudos bíblicos nos lares.
Segundo o pastor, mais da metade dos membros está envolvida nessas iniciativas, que têm contribuído para a realização de celebrações com igrejas cheias. Para ele, esse movimento fortalece a identidade adventista e amplia o alcance da mensagem sobre a volta de Jesus.
Entre as estratégias que têm contribuído para o crescimento dos batismos e da frequência às igrejas, Ronnier destaca a aproximação com as famílias por meio de encontros realizados nas residências. Semanas especiais, como a Semana Santa, a Semana da Família e a Semana da Esperança são promovidas nos lares e têm sua conclusão nos templos.
Pastor Ronnier Garcia aposta na visitação às famílias como forma de fortalecimento e engajamento na missão. (Foto: Arquivo pessoal)
Para ele, a convivência durante as visitas, com momentos de comunhão e partilha de refeições, ajuda a construir vínculos de confiança e facilita o convite para que os interessados participem das atividades na igreja. “Igreja nos lares, celebração nos templos e missão nas ruas”, resume.
Na avaliação do pastor, um dos principais desafios para mobilizar os membros é a necessidade de o próprio líder servir de exemplo. Mais do que incentivar a evangelização por meio de sermões, ele acredita que o pastor precisa participar ativamente das visitas, acompanhar as famílias e compartilhar experiências missionárias com a congregação. “Quando o pastor é exemplo, a igreja vê e segue”, afirma. Para Ronnier, essa atuação próxima fortalece o envolvimento dos membros e contribui para transformar a missão em uma prática constante na vida da igreja.
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