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Canoas RS,04/06/2026

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Como foi a temporada de cada um dos convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

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Como foi a temporada de cada um dos convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

Carlo Ancelotti, treinador da Seleção Brasileira, anunciou no dia 18 de maio os 26 jogadores que vão defender o Brasil na Copa do Mundo. Entre nomes consolidados na Amarelinha e apostas que estão em ascensão nos seus clubes, o italiano tenta montar uma equipe consistente em busca da sexta estrela. Confira abaixo como foi a temporada de cada um dos convocados por Carleto para a disputa do Mundial:




Carlo Ancelotti anunciou no dia 18 de maio os 26 nomes que vão defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo | abc+










Carlo Ancelotti anunciou no dia 18 de maio os 26 nomes que vão defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo



Foto: Rafael Ribeiro / CBF





Goleiros


Alisson (Liverpool): dono da camisa 1 da Seleção nas últimas duas Copas do Mundo, Alisson chega para o Mundial de 2026 em um momento de incerteza. Em contrato com o Liverpool até o final da temporada 2026/2027, o staff do arqueiro gaúcho negocia com a Juventus, da Itália. Pelo Liverpool, a temporada foi de instabilidade e muitos jogos fora. Ao todo, foram 122 dias lesionado. A última dessas lesões foi na coxa e deixou o goleiro fora de combate de março a maio, retornando apenas no último jogo do clube inglês na temporada, diante do Brentford, pela Premier League. No primeiro amistoso pré-Copa, foi contestado por não defender bola desviada por Matheus Cunha, o que resultou no primeiro gol do Panamá.


Ederson (Fenerbahçe): outro nome certo nas convocações da Amarelinha nos últimos anos é o de Ederson. O goleiro esteve no banco para Alisson nas últimas duas Copas. Nos últimos tempos, defendeu as cores do Manchester City. No entanto, atualmente veste a camisa do Fenerbahçe, da Turquia, onde teve uma temporada irregular e, próximo do fim do campeonato nacional, amargou quatro jogos de suspensão por indisciplina. Jogou o segundo tempo contra o Panamá e tomou um gol no petardo animal de Harvey.


Weverton (Grêmio): sem as grandes grifes do gol da Seleção vivendo bons momentos, Carleto apostou em um nome experiente para a terceira vaga: Weverton. Desta forma, o treinador repetiu a trinca de arqueiros da Copa passada feita por Tite. O camisa 1 do Grêmio chegou a Porto Alegre no início do ano e virou dono da posição, destacando-se em um time que o expõe muito durante as partidas. Por falar em partidas, foram 32 disputas em apenas meio ano.




Goleiros Éderson, Weverton e Alisson Becker e os preparadores Marquinhos e Taffarel; equipe se repetirá da Copa de 2026 | abc+










Goleiros Éderson, Weverton e Alisson Becker e os preparadores Marquinhos e Taffarel; equipe se repetirá da Copa de 2026



Foto: Rafael Ribeiro/CBF





Defensores


Alex Sandro (Flamengo): após mais de 10 anos na Europa, Alex Sandro veio em 2024 ao Flamengo. Desde que chegou, ganhou dois Cariocas, Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores e Supercopa, sendo, na maior parte do tempo, titular absoluto do time. Entretanto, não chega em alta para a Copa. Em 2026, disputou 23 partidas pelo clube carioca e vem sendo contestado por parte da torcida.


Bremer (Juventus): a temporada 2024/2025 foi um pesadelo para Bremer. O zagueiro rompeu os ligamentos cruzados do joelho e ficou fora por mais de 250 dias. Em 2025/2026, já retomando o ritmo, teve lesão no menisco e ficou mais 50 dias fora. Entretanto, como um bom brasileiro, ele não desistiu, deu a volta por cima e recuperou seu espaço na Juventus, da Itália. Recuperado fisicamente, disputou 33 jogos pela Velha Senhora na temporada e garantiu sua vaga na Copa do Mundo. 


Danilo (Flamengo): com a presença na Seleção Brasileira questionada muitas vezes, Danilo chega à Copa em um momento mais tranquilo. No final de 2025, foi o herói do tetra do Flamengo na Libertadores. Experiente, enfrentou lesão no início da atual temporada, mas se recuperou e voltou a ser destaque do time, tanto que o clube tenta sua renovação de contrato. O defensor pretende discutir o assunto depois da Copa.


Douglas Santos (Zenit): o defensor esteve no time que conquistou o ouro olímpico inédito para o Brasil em 2016, quando ainda defendia as cores do Atlético-MG, e logo depois se transferiu ao Hamburgo, da Alemanha. Foram três anos na Bundesliga. Desde 2019 no Zenit, da Rússia, Douglas Santos é um lateral-esquerdo regular, mas que pode ameaçar a titularidade de Alex Sandro. Na atual temporada, disputou 29 jogos, marcou um gol e deu uma assistência. Como capitão, ergueu a sexta taça nacional consecutiva do clube.


Gabriel Magalhães (Arsenal): apesar de ter desperdiçado o pênalti que custou o título do Arsenal na Liga dos Campeões, Gabriel Magalhães chega à Copa do Mundo como um dos grandes zagueiros do futebol mundial. Fez uma excepcional Premier League, em que o time londrino foi campeão, além das ótimas na Champions, incluindo a decisão. Formará a dupla de zaga com Marquinhos.


Ibañez (Al-Ahli): revelado pelo Fluminense, chegou à Europa pela Atalanta e logo foi emprestado para a Roma, também na Itália. Por lá, fez boas temporadas e foi contratado em definitivo. Em 2023, mudou-se para a Arábia Saudita para defender o Al-Ahli. Na atual temporada, disputou 46 jogos pela equipe e se consolidou como um dos líderes do elenco.


Léo Pereira (Flamengo): outro que não tem grande acolhimento pela torcida canarinho é Léo Pereira. O zagueiro ficou marcado na estreia como titular pela Seleção Brasileira, diante da França, quando errou passe e deu de bandeja o gol para Kylian Mbappé. Mesmo assim, as boas atuações pelo Flamengo garantiram o defensor na Copa.


Marquinhos (PSG)escolhido como capitão da Seleção, Marquinhos foi um dos últimos a se apresentar. O motivo é nobre: o zagueiro esteve no dia 30 de maio em Budapeste e liderou o PSG no bicampeonato da Liga dos Campeões, desta vez diante do Arsenal. No time francês, há anos é símbolo de liderança, ainda mais após a reformulação do clube com a saída de Kylian Mbappé.


Wesley (Roma): criado na base do modesto Tubarão, de Santa Catarina, Wesley emergiu ao profissional pelo Flamengo. Lateral-direito com muita força ofensiva, conquistou títulos e disputou três temporadas pelo clube carioca, carimbando o passaporte em 2025 para defender as cores da Roma, da Itália. Por lá, ganhou espaço ao ser usado como ala e contabilizou cinco gols e uma assistência em 39 jogos nesta primeira temporada.




Marquinhos, Gabriel Magalhães e Danilo estão entre os defensores convocados | abc+










Marquinhos, Gabriel Magalhães e Danilo estão entre os defensores convocados



Foto: Divulgação





Meio-campistas


Bruno Guimarães (Newcastle): uma lesão grau 3 na coxa esquerda deixou Bruno Guimarães fora por 15 jogos da temporada, incluindo a última Data Fifa pela Seleção Brasileira. Mesmo assim, o volante teve reconhecida sua temporada artilheira, quando marcou 10 gols e deu nove assistências em 47 partidas, garantindo o título de melhor jogador do Newcastle na temporada. Com a Amarelinha, tornou-se peça-chave do esquema de Carlo Ancelotti e tem tudo para formar uma dupla com Casemiro à frente dos zagueiros.


Casemiro (Manchester United): criticado nos primeiros anos de Manchester United, Casemiro conseguiu assumir a liderança e conduziu a equipe de volta à Liga dos Campeões na sua última temporada com a camisa vermelha. No ano em que retornou à Seleção Brasileira, reeditando a parceria com Ancelotti dos tempos de Real Madrid, o volante disputou um total de 42 jogos e marcou 10 gols, somando clube e seleção. Em final de contrato com o clube inglês, Casemiro deve pintar na Major League Soccer após a Copa do Mundo. Inter Miami e Los Angeles Galaxy aparecem entre os possíveis destinos.


Danilo Santos (Botafogo): o ano de 2026 tem sido excepcional para Danilo. Disputou 26 partidas no ano, fez 11 gols e deu três assistências. Quando acionado na Seleção, também deu conta do recado e até deixou os seus golzinhos. Esse é um caso de jogador que vive grande fase no clube e mantém o nível com a Amarelinha.


Fabinho (Al-Ittihad): sem muito espaço na maior parte do ciclo pós-Copa de 2022, o ex-Liverpool voltou a ter chances na Seleção Brasileira com a chegada de Carlo Ancelotti. Os 46 jogos disputados na temporada pelo Al-Ittihad mostram que o Favinho chega ao Mundial como aposta segura no quesito experiência e também com o físico em dia.


Lucas Paquetá (Flamengo): o meio-campista chegou a iniciar a temporada europeia pelo West Ham, mas, no início de 2026, confirmou seu retorno ao Flamengo. Com a camisa rubro-negra, viveu períodos de irregularidade e perdeu espaço na Seleção Brasileira. No entanto, uma subida de rendimento após a última convocação antes da Copa do Mundo garantiu o jogador no Mundial. Pelo time carioca, entrou em campo 25 vezes e marcou oito gols no ano.




Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães estão entre as opções no meio para a Seleção Brasileira | abc+










Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães estão entre as opções no meio para a Seleção Brasileira



Foto: Divulgação





Atacantes


Endrick (Lyon): o plano do staff de Endrick para garantir a vaga do jogador na Copa do Mundo foi um sucesso. Sem espaço no Real Madrid, ainda com Xabi Alonso, o camisa 9 foi por empréstimo em dezembro de 2025 para o Lyon. O impacto no time francês foi imediato, terminando a temporada com 21 jogos, oito gols e sete assistências. Após o Mundial, retorna ao clube merengue.


Gabriel Martinelli (Arsenal): peça importante do Arsenal campeão da Premier League, Martinelli disputou 56 partidas no ano e marcou 13 gols. De fato, não é um atacante goleador, mas chega como opção de velocidade para compor o plantel de Carlo Ancelotti. Com a Amarelinha, quando entrou, foi bem. Foram pouco mais de 200 minutos disputados pela Seleção em quatro jogos na temporada, com dois gols marcados. 


Igor Thiago (Brentford): centroavante com presença de área, Igor Thiago chega com números expressivos para a Copa do Mundo. Defendendo as cores do modesto Brentford, o atacante marcou 22 gols na Premier League, ficando atrás apenas de Erling Haaland na artilharia da competição. No total da temporada, foram 26 tentos em 42 partidas disputadas. Contra o Panamá, deixou o seu de pênalti.


Luiz Henrique (Zenit): o ex-Botafogo Luiz Henrique conseguiu sua vaga na Seleção muito mais pelas atuações com a camisa amarela do que pelo clube. O jogador se transferiu em 2024 para o Zenit, da Rússia, e, desde então, não desempenhou grandes performances pelo clube. Entretanto, jogou bem sempre que serviu à Seleção. 


Matheus Cunha (Manchester United): três anos de bons campeonatos pelo Wolverhampton garantiram a transferência de Matheus Cunha ao Manchester United no início da temporada 2025/2026. Vestindo a pesada camisa 10 dos Red Devils, o meia-atacante terminou a época com 10 gols em 41 jogos, ajudando o gigante inglês a voltar para a Liga dos Campeões. 


Neymar (Santos): após ficar fora de todas as convocações anteriores de Ancelotti, Neymar garantiu sua vaga na mais importante: a última. Após o início de mais um ano sofrendo com problemas físicos, o camisa 10 do Santos voltou a ter sequências de jogos e ajudar a equipe. Foram 15 jogos no ano até a convocação, com seis gols e quatro assistências. Quando se apresentou à Seleção, teve constatada lesão grau 2 na panturrilha. A expectativa é que a recuperação se prolongue até o início da fase de grupos.


Raphinha (Barcelona): A temporada 2025/2026 foi desafiadora para Raphinha. Foram 112 dias fora de combate provocados por quatro lesões no ano. Entre Barcelona e Seleção Brasileira, ficou 24 jogos incapacitado de jogar. Mesmo assim, no final da temporada, o camisa 11 conseguiu implacar boa sequência e ainda encerrou a época com mais de 20 gols marcados em pouco mais de 30 jogos. Coletivamente, ajudou o Barça a faturar o Campeonato Espanhol.


Rayan (Bournemouth): nem sempre a adaptação na Europa é fácil, ainda mais na Premier League, a liga mais difícil do mundo. Entretanto, o jovem Rayan, cria do Vasco, mostrou muita personalidade ao desembarcar no Bournemouth no final de janeiro. Em apenas quatro meses na Inglaterra, disputou 17 partidas, marcou sete gols e deu duas assistências.


Vini Jr. (Real Madrid): apesar de críticas por parte da torcida e da escassez de títulos pelo Real Madrid, Vini Jr. teve mais uma temporada satisfatória individualmente. No total, foram 59 jogos em campo, com 23 gols e 12 assistências. No entanto, pela Seleção, o craque seguiu sem ser aquele jogador que todos estão acostumados a ver nas noites de gala de Liga dos Campeões. Abriu o placar na goleada sobre o Panamá com um foguete de fora da área. Em apenas 45 minutos em campo, foi algo próximo do Vini do Real.




Endrick, Neymar e Vini Jr. estão entre os atacantes da Seleção Brasileira | abc+










Endrick, Neymar e Vini Jr. estão entre os atacantes da Seleção Brasileira



Foto: Divulgação







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