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Canoas RS,17/05/2026

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Pedido de abertura de CPI do Banco Master terá 'tratamento regimental', diz Hugo Motta

g1.globo.com
Pedido de abertura de CPI do Banco Master terá 'tratamento regimental', diz Hugo Motta


Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
Marina Ramos/Camara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17) que a análise do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master será conforme o regimento da Casa.
Ao todo, o Congresso Nacional acumula sete pedidos de abertura de investigações sobre o caso. Um deles foi protocolado na Câmara (veja mais abaixo).
"Nós vamos dar um tratamento regimental a essa situação". Questionado sobre o que isso significa, prosseguiu: "Vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente", disse Motta a jornalistas reunidos na Corrida da Câmara em Brasília, nesta manhã.
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Embora não tenha explicado o que significa "tratamento regimental", Motta tem dito a líderes partidários que precisa seguir a ordem cronológica de apresentação das CPIs.
Ou seja, que teria que analisar — para instalar ou arquivar — os 15 pedidos de CPIs que estão na fila e foram apresentados antes do Banco Master.
Parlamentares e técnicos avaliam, nos bastidores, que a justificativa regimental só se sustenta porque não há interesse político na instalação da CPI.
Pedido tem assinaturas requeridas
Na Câmara, o pedido de instalação da CPI do Banco Master foi protocolado no dia 2 de fevereiro pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), já com as assinaturas suficientes para a sua instalação. A criação do colegiado, contudo, depende de um despacho de Hugo Motta.
Há no Congresso outras iniciativas para comissões parlamentares de inquérito sobre o assunto.
Vinculados ao Congresso — isto é, com participação mista de deputados e senadores —, há dois pedidos para instalação de CPMIs: um de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e outro de autoria das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador Carlos Viana (PSD-MG) coletam assinaturas para novos pedidos.
O regimento exige a instalação automática de CPMI na primeira sessão do Congresso, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusou a criar a comissão na sessão em que os vetos do projeto da dosimetria foram analisados.
Governistas apontam um acordo com a oposição para que os vetos fossem derrubados sem que a CPMI fosse instalada. Alcolumbre e a oposição negam.
Na última sexta-feira, Lindbergh Farias entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a Mesa do Congresso Nacional a fazer a criar a comissão.
No Senado, há iniciativas de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
Período pré-eleitoral
Apesar de oposição e governo pressionarem pela abertura de uma CPI do Banco Master, nos bastidores parlamentares de todos os espectros políticos admitem que não há viabilidade para a sua instalação. Um influente parlamentar do Centrão é categórico: “esquece CPI”.
Deputados e senadores apontam um calendário curto devido ao ano eleitoral, além da falta de interesse da cúpula do Congresso para avançar com a criação das comissões — desinteresse que vai além já que, nos bastidores, ninguém quer a sua instalação.
Sob reserva, um deputado do Centrão lembra da máxima de Brasília de que uma CPI “todo mundo sabe como começa, ninguém sabe como termina” e admite que uma comissão deste tipo “teria o potencial de atingir muita gente” dentro do Congresso.




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