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Emirados Árabes tentaram persuadir vizinhos do Golfo contra-atacar o Irã, diz agência

g1.globo.com
Emirados Árabes tentaram persuadir vizinhos do Golfo contra-atacar o Irã, diz agência


Prédios de Sharjah cobertos por fumaça após ataque iraniano à cidade dos Emirados Árabes Unidos em 1º de março de 2026
Amr Alfiky/Reuters
Os Emirados Árabes Unidos tentaram persuadir países vizinhos, incluindo a Arábia Saudita e o Catar, a participar de uma resposta militar coordenada aos ataques retaliatórios do Irã, revelou nesta sexta-feira (15) a agência de notícias norte-americana Bloomberg.
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A articulação, no entanto, não deu certo e o governo emiradense ficou frustrado quando os vizinhos recusaram o contra-ataque contra Teerã, segundo autoridades ouvidas pela agência.
Segundo a Bloomberg, a tentativa de organizar uma resposta aos ataques iranianos ocorreu ainda no começo da guerra no Oriente Médio. O presidente emiradense, o sheik Mohammed bin Zayed, realizou uma série de ligações com outros líderes, incluindo o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, pouco depois dos EUA e Israel começarem a bombardear o Irã em 28 de fevereiro.
O conflito no Oriente Médio, que ainda não acabou e está em um período de cessar-fogo desde o início de abril, é travado entre EUA, Israel e Irã, porém nações do Golfo Pérsico foram alvos de bombardeios retaliatórios iranianos por abrigarem bases militares norte-americanas. Isso irritou os países árabes, que se viram arrastados para uma guerra que não é deles, porém hesitaram em responder militarmente porque não queriam ser associados a Israel.
Segundo fontes da Bloomberg, Zayed estava convencido desde o início da guerra da necessidade de retaliar em grupo para dissuadir o Irã de seus ataques retaliatórios. O sheik emiradense chegou a invocar o Conselho de Cooperação do Golfo —bloco de seis países fundado em 1981 para unir países da região contra a ameaça do Irã— durante as ligações, porém sem sucesso. Seus vizinhos afirmaram que a guerra não lhes dizia respeito.
A negativa teria deixado Zayed "irritado", e a diferença de opiniões com os vizinhos teria culminado entre uma piora das relações diplomáticas com a Arábia Saudita e a saída dos Emirados da Opep, segundo a Bloomberg.
Esta reportagem está em atualização.




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